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Socialistas espanhóis têm derrota histórica na Extremadura

21 dez, 2025 - 20:15 • Lusa

As eleições coincidiram com um momento de crise e fragilidade do PSOE e de Pedro Sánchez, com dirigentes do partido envolvidos em suspeitas de corrupção e outros casos judiciais, assim com acusações de assédio sexual.

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O Partido Socialista Espanhol (PSOE), do primeiro-ministro Pedro Sánchez, teve uma derrota histórica nas eleições autonómicas deste domingo na Extremadura, segundo uma sondagem divulgada após o fecho das assembleias de voto.

Segundo a sondagem divulgada às 20h00 locais (19h00 em Lisboa), o Partido Popular (PP, direita) teve 44,9% dos votos e deverá eleger entre 30 e 32 deputados da assembleia regional da Extremadura, ficando à beira da maioria absoluta (33 deputados).

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Já o PSOE conseguiu, segundo a mesma sondagem, 24,7% dos votos e deverá ter entre 16 a 18 deputados, menos 15,3 pontos percentuais do que nas eleições anteriores (maio de 2023) e menos 10 a 12 parlamentares.

A terceira força mais votada foi o Vox, de extrema-direita, prevê a sondagem do El Mundo, segundo a qual este partido praticamente duplicou a votação anterior, para 15,3% dos votos, e passará a ter entre nove e 11 deputados na Extremadura (atualmente tem 05).

Se se confirmar esta sondagem, o PSOE teve hoje o pior resultado de sempre na Extremadura, uma região considerada um feudo socialista, que o partido governou em nove das 11 legislaturas (sete delas com maioria absoluta) e em que só numas das eleições autonómicas (as de 2011) não foi o mais votado.

Eleições em tempo de crise e fragilidade do PSOE e de Pedro Sánchez

As eleições coincidiram com um momento de crise e fragilidade do PSOE e de Pedro Sánchez, com dirigentes do partido envolvidos em suspeitas de corrupção e outros casos judiciais, assim com acusações de assédio sexual.

Um destes casos judiciais tem epicentro, precisamente, na Extremadura e como protagonista o candidato do PSOE nas eleições de domingo, Miguel Ángel Gallardo, que vai ser julgado em maio de 2026 com o irmão do primeiro-ministro, David Sánchez, por tráfico de influências.

As eleições, nas vésperas do Natal, foram convocadas no final de outubro pela presidente do governo autonómico desde 2023, María Guardiola, do PP, depois de ter visto chumbados os orçamentos para 2026 que enviou ao parlamento regional.

Guardiola está à frente da Junta da Extremadura desde o verão de 2023. Nesse ano, o PSOE foi o mais votado e o PP o segundo, mas obtiveram o mesmo número de deputados (28), com um acordo com o Vox a ditar que seria a direita a ficar com o governo.

As eleições na Extremadura marcam o início do novo ciclo eleitoral em Espanha e a estas autonómicas seguir-se-ão outras em fevereiro de 2026 em Aragão, em março em Castela e Leão e em junho na Andaluzia; eleições municipais e regionais na maioria das regiões em maio de 2027 e, por fim, legislativas nacionais em julho do mesmo ano.

A importância destas eleições para as estruturas nacionais dos partidos ficou patente nos últimos dois meses e em todo o período de campanha eleitoral, em que houve presença assídua pouco habitual dos líderes na Extremadura, em diversas iniciativas, incluindo Pedro Sánchez.

Com pouco mais de um milhão de habitantes em 2024 e 41.635 quilómetros quadrados, a Extremdura, na fronteira com Portugal (com o Alentejo e a Beira Interior) é a quinta maior região autónoma de Espanha em superfície e, a par de Castela e Leão, a que tem menor densidade populacional (25,30 habitantes por quilómetro quadrado), fazendo parte da designada "Espanha vazia".

Estavam chamados a votar 80.985 eleitores no domingo, 30.610 dos quais estão recenseados no estrangeiro.

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