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EUA exigem saída de Maduro e apertam cerco ao petróleo venezuelano

22 dez, 2025 - 18:14 • Lusa

Kristi Noem acusa o Governo venezuelano de usar lucros do petróleo para "propagar drogas" e reitera que Maduro "tem de sair". Washington intensifica bloqueio a navios ligados à PDVSA.

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A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, afirmou, esta segunda-feira, que o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, "tem de sair", acusando-o de "manter atividades ilegais".

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Noem expressou a posição numa entrevista à cadeia de televisão Fox News, numa altura em que os Estados Unidos aumentam a pressão militar, política e económica sobre Caracas, com a apreensão de petroleiros no mar das Caraíbas que transportavam crude venezuelano.

"Não estamos apenas a intercetar esses navios. Também estamos a enviar uma mensagem para todo o mundo: a atividade ilegal em que Maduro está envolvido não pode ser tolerada. Ele tem de sair. Vamos defender o nosso povo", afirmou.

A responsável pela Segurança Nacional insistiu que o Governo de Maduro "usa os dólares" do negócio do petróleo para propagar drogas que "estão a matar a próxima geração de americanos".

"Portanto, não se esqueçam do que se trata. Este é um inimigo dos Estados Unidos contra o qual estamos a tomar medidas enérgicas", sublinhou.

Embora o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha declarado que Maduro "tem os dias contados", o objetivo oficial da estratégia de Washington em relação à Venezuela é travar o narcotráfico e recuperar os "direitos petrolíferos" das empresas norte-americanas.

Os EUA afirmaram, no domingo, que mantêm uma "perseguição ativa" para intercetar um terceiro petroleiro perto da costa venezuelana, depois de Trump ter anunciado um bloqueio à entrada e saída de navios sancionados pelo Governo norte-americano.

O bloqueio foi ordenado após meses de mobilização militar dos Estados Unidos no Caribe, com o intuito de intercetar embarcações alegadamente carregadas de drogas, que Washington associa ao Governo de Maduro, acusado de liderar o chamado Cartel dos Sóis, acusação que Caracas rejeita veementemente.

Por sua vez, Maduro acusou os Estados Unidos de "pirataria" pela apreensão dos navios com petróleo venezuelano e anunciou medidas para evitar a impunidade desses atos, incluindo uma denúncia ao Conselho de Segurança da ONU.

No domingo, Caracas anunciou o envio de petróleo para os Estados Unidos através da Chevron, ao mesmo tempo que Washington prosseguia a perseguição de um terceiro petroleiro, intensificando o bloqueio a embarcações ligadas à estatal PDVSA.

A vice-presidente executiva e ministra dos Hidrocarbonetos da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou, através do seu canal na plataforma Telegram, que o navio "Canopus Voyager" partiu "com petróleo venezuelano rumo aos Estados Unidos", em "rigoroso cumprimento das normas" e dos compromissos da indústria petrolífera nacional.

Apesar das sanções impostas ao crude venezuelano, a Chevron continua a operar no país em parceria com a PDVSA, ao abrigo de uma licença especial emitida pelo Departamento do Tesouro dos EUA.

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