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Camboja quer negociações com Tailândia em Kuala Lumpur por razões de segurança

23 dez, 2025 - 07:45 • Lusa

"Por razões de segurança relacionadas com os combates em curso ao longo da fronteira, esta reunião deve realizar-se num local seguro e neutro", escreveu o ministro da Defesa.

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O Camboja pediu à Tailândia que as negociações bilaterais previstas para quarta-feira, visando pôr fim aos combates na fronteira comum, decorram num país neutro, apontando Kuala Lumpur como local alternativo por razões de segurança, avançou a agência France-Presse.

"Por razões de segurança relacionadas com os combates em curso ao longo da fronteira, esta reunião deve realizar-se num local seguro e neutro", escreveu o ministro da Defesa cambojano, Tea Seiha, numa missiva datada de segunda-feira e dirigida ao seu homólogo tailandês, Nattaphon Narkphanit.

De acordo com o ministro, a Malásia – que detém a presidência rotativa da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) – aceitou acolher as conversações em Kuala Lumpur.

O chefe da diplomacia tailandesa, Sihasak Phuangketkeow, indicou na véspera que os encontros teriam lugar na província tailandesa de Chanthaburi, no âmbito de um comité fronteiriço bilateral já existente.

Entretanto, a porta-voz do Ministério da Defesa cambojano, Maly Socheata, confirmou esta terça-feira, durante uma conferência de imprensa, que os confrontos continuam ativos na fronteira.

Segundo os balanços oficiais mais recentes, pelo menos 44 pessoas morreram desde o reinício das hostilidades, em 07 de dezembro – 23 do lado tailandês e 21 do lado cambojano –, enquanto mais de 900 mil residentes foram forçados a abandonar as zonas fronteiriças em ambos os países.

O conflito tem origem num diferendo histórico sobre o traçado da fronteira terrestre de cerca de 820 quilómetros, definido durante o período colonial francês.

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