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Chefe do exército da Líbia morre em acidente de avião na Turquia

23 dez, 2025 - 21:52 • Reuters

Avião perdeu contacto de rádio 40 minutos depois de levantar voo. A causa do acidente ainda não é conhecida. O "incidente trágico e doloroso" aconteceu depois da comitiva do chefe do Estado-Maior visitar a cidade turca de Ancara, explicou o primeiro-ministro líbio.

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O chefe do Estado-Maior do Exército líbio, Mohammed Ali Ahmed Al-Haddad, morreu num acidente de avião nesta terça-feira, depois de ter saído da capital turca, Ancara, disse o primeiro-ministro do Governo líbio internacionalmente reconhecido, acrescentando que outras quatro pessoas seguiam a bordo do jato.

A causa do acidente ainda não é conhecida.

“Isto ocorreu na sequência de um incidente trágico e doloroso, quando regressavam de uma visita oficial à cidade turca de Ancara. Esta é uma grande perda para a nação, para a instituição militar e para todo o povo”, afirmou o primeiro-ministro líbio, Abdulhamid Dbeibah, em comunicado.

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Abdulhamid Dbeibah disse ainda que o comandante das forças terrestres da Líbia, o diretor da autoridade de indústria militar, um conselheiro do chefe do Estado-Maior e um fotógrafo do gabinete do chefe do Estado-Maior também se encontravam a bordo da aeronave.

O ministro do Interior da Turquia, Ali Yerlikaya, afirmou na plataforma de redes sociais X (antigo Twitter) que o avião tinha descolado do Aeroporto de Esenboga, em Ancara, às 17h10 (hora de Lisboa), com destino a Tripoli, e que o contacto por rádio foi perdido às 17h52 (hora de Lisboa).

As autoridades encontraram os destroços do avião perto da aldeia de Kesikkavak, no distrito de Haymana, em Ancara, acrescentando que o jato, do tipo Dassault Falcon 50, tinha feito um pedido de aterragem de emergência quando sobrevoava Haymana, mas que não foi estabelecido qualquer contacto.

O Ministério da Defesa da Turquia tinha anunciado anteriormente a visita de Haddad, referindo que este se tinha reunido com o ministro da Defesa turco, Yasar Guler, e com o seu homólogo turco Selcuk Bayraktaroglu, bem como com outros comandantes militares turcos.

O acidente ocorreu um dia depois de o parlamento turco ter aprovado uma decisão para prolongar por mais dois anos o mandato do destacamento de soldados turcos na Líbia.

A Turquia, membro da NATO, tem apoiado militar e politicamente o governo líbio sediado em Tripoli e internacionalmente reconhecido. Em 2020, enviou pessoal militar para o país para treinar e apoiar o governo e, mais tarde, alcançou um acordo de delimitação marítima, que tem sido contestado pelo Egito e pela Grécia.

Em 2022, Ancara e Tripoli assinaram também um acordo preliminar sobre a exploração de energia, igualmente contestado pelo Egipto e pela Grécia.

No entanto, a Turquia mudou recentemente de rumo no âmbito da sua política de “Uma Só Líbia”, intensificando também os contactos com a facção do leste da Líbia.

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