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Trump no ar com Epstein: oito voos sob investigação

23 dez, 2025 - 19:33 • Fábio Monteiro com Reuters

Donald Trump terá viajado oito vezes no jato privado de Jeffrey Epstein durante a década de 1990, segundo um email divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA. Parte dessas viagens terá decorrido na companhia de Ghislaine Maxwell.

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Donald Trump viajou oito vezes no jato privado de Jeffrey Epstein na década de 1990, de acordo com um email de um procurador nova-iorquino incluído num novo lote de documentos tornados públicos esta terça-feira pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

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A comunicação, datada de 7 de janeiro de 2020, refere que os registos de voo mostram Trump a bordo do avião de Epstein em várias ocasiões, pelo menos quatro das quais também com Ghislaine Maxwell, cúmplice do antigo financeiro, atualmente a cumprir pena de 20 anos por envolvimento no abuso sexual de menores.

"Trump voou no jato de Epstein muitas mais vezes do que anteriormente se tinha noticiado", escreveu o procurador num email agora divulgado. Não foi, no entanto, apresentada qualquer acusação contra o Presidente dos EUA relacionada com estas viagens.

Em 2024, Trump negou publicamente qualquer ligação: "Nunca estive no avião de Epstein, nem na sua ilha estúpida", escreveu numa publicação nas redes sociais.

Num dos voos documentados, os únicos passageiros a bordo eram Trump, Epstein e uma mulher de 20 anos, cujo nome foi ocultado. Em dois outros voos, as passageiras seriam mulheres potencialmente relevantes para o caso judicial de Maxwell.

O Departamento de Justiça publicou uma declaração na rede social X onde sublinha que alguns documentos "contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o Presidente Trump", remetendo para informações submetidas ao FBI antes das eleições de 2020.

"As alegações são infundadas e falsas, e se tivessem qualquer credibilidade já teriam sido utilizadas contra Trump", afirma o comunicado.

Foram agora divulgadas cerca de 30 mil páginas de novos documentos relacionados com Epstein, muitas com informação expurgada, bem como dezenas de vídeos, incluindo gravações alegadamente feitas dentro do centro de detenção onde Epstein foi encontrado morto em 2019. A morte foi classificada como suicídio.

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