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EUA impõem sanções a ex-comissário europeu e ativistas por alegada censura

24 dez, 2025 - 00:38 • Reuters

A administração Trump impôs sanções a cinco figuras europeias ligadas à regulação digital, acusando-as de promover censura de conteúdo norte-americano nas redes sociais. Entre os visados está o ex-comissário europeu Thierry Breton.

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A administração Trump anunciou esta terça-feira a imposição de proibições de entrada nos Estados Unidos a cinco personalidades europeias, incluindo o ex-comissário europeu Thierry Breton, por alegadamente estarem envolvidos em esforços de censura a plataformas norte-americanas nas redes sociais.

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As sanções surgem num contexto de crescente tensão entre Washington e Bruxelas em torno do Digital Services Act (DSA), legislação europeia que visa combater conteúdos de ódio e desinformação online, mas que o Governo norte-americano considera um ataque à liberdade de expressão e uma medida penalizadora para empresas tecnológicas dos EUA.

O secretário de Estado Marco Rubio justificou a decisão afirmando que os visados "lideraram esforços organizados para forçar plataformas americanas a censurar, desmonetizar e suprimir pontos de vista norte-americanos com os quais discordam".

Acrescentou ainda que se tratam de "activistas radicais e ONG instrumentalizadas" que impulsionam uma "repressão à liberdade de expressão promovida por Estados estrangeiros".

A subsecretária para a Diplomacia Pública, Sarah Rogers, identificou os cinco alvos num comunicado publicado na rede social X. Thierry Breton, que liderou a pasta do Mercado Interno da Comissão Europeia entre 2019 e 2024, foi descrito como "o cérebro por detrás do DSA" e acusado de ter ameaçado o empresário Elon Musk antes de uma entrevista com Donald Trump.

Entre os restantes visados estão Imran Ahmed, director do Center for Countering Digital Hate, com sede nos EUA, Anna-Lena von Hodenberg e Josephine Ballon, da organização alemã HateAid, e Clare Melford, co-fundadora da Global Disinformation Index (GDI).

Segundo Rogers, estas figuras usaram financiamento público norte-americano para promover práticas de censura.

A GDI reagiu de imediato às sanções, classificando a decisão como "imoral, ilegal e antiamericana", considerando tratar-se de "um ataque autoritário à liberdade de expressão e um acto flagrante de censura governamental".

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