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Rússia planeia construir central nuclear na Lua na próxima década

24 dez, 2025 - 12:20 • João Pedro Quesado com Reuters

O anúncio do objetivo para 2036 concretiza uma intenção já conhecida. Estados Unidos anunciaram em agosto a mesma intenção, para o fim de 2029.

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A Rússia planeia instalar uma central nuclear na Lua na próxima década, para abastecer o programa espacial lunar russo e uma estação conjunta de investigação com a China.

Desde que Yuri Gagarin, cosmonauta soviético, se tornou o primeiro humano a chegar ao espaço em 1961, que a Rússia se orgulha de ser uma potência líder na exploração espacial. Contudo, tem ficado para trás dos Estados Unidos e, mais recentemente da China, nas últimas décadas.

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As ambições da Rússia sofreram um revés em agosto de 2023, quando a missão não-tripulada Luna-25 chocou contra a superfície da Lua durante uma tentativa de alunagem, e Elon Musk revolucionou o lançamento de veículos espaciais — antes uma especialidade russa — através da SpaceX.

A Roscosmos, agência espacial russa, afirmou em comunicado que planeia construir uma central de energia lunar até 2036. Para isso, assinou um contrato com a empresa aeroespacial Lavochkin Association.

A Roscosmos não afirmou explicitamente que a central vai ser nuclear, mas disse que os participantes incluem a corporação estatal russa de energia nuclear Rosatom e o Instituto Kurchatov, principal instituto de pesquisa nuclear da Rússia.

O objetivo da central, segundo a agência espacial russa, é fornecer energia para o programa lunar russo, incluindo veículos exploradores, um observatório e a infraestrutura da Estação Internacional de Investigação Lunar conjunta russo-chinesa.

"O projeto é um passo importante rumo à criação de uma estação lunar científica em funcionamento permanente e à transição de missões pontuais para um programa de exploração lunar de longo prazo", afirmou a Roscosmos.

O chefe da Roscosmos, Dmitry Bakanov, afirmou em junho que um dos objetivos da agência era instalar uma central nuclear na Lua e explorar Vénus, conhecido como planeta "irmão" da Terra.

A Lua, que está a 384.400 km do planeta Terra, modera a oscilação desta no seu eixo, garantindo um clima mais estável. A Lua também provoca as marés nos oceanos do mundo.

EUA também planeiam pôr reator na Lua

A Rússia não é a única com planos deste tipo. Em agosto, a NASA declarou a intenção de instalar um reator nuclear na Lua até o primeiro trimestre do ano fiscal de 2030 — o último trimestre de 2029.

"Estamos numa corrida à Lua, numa corrida com a China para a Lua. E para termos uma base na Lua, precisamos de energia", disse o secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, em agosto.

Duffy acrescentou que os Estados Unidos estão atualmente atrasados na corrida para a Lua. O responsável afirmou ainda que a energia é essencial para permitir a vida na Lua e, consequentemente, para que os humanos cheguem a Marte.

As normas internacionais proíbem a colocação de armas nucleares no espaço, mas não há proibições quanto à colocação de fontes de energia nuclear no espaço, desde que cumpram determinadas regras.

Alguns analistas espaciais preveem uma corrida do ouro lunar: a NASA afirma que existem estimativas de um milhão de toneladas de hélio-3 na Lua, um isótopo do hélio que é raro na Terra.

Os metais de terras raras — usados em smartphones, computadores e tecnologias avançadas — também estão presentes na Lua, incluindo escândio, ítrio e os 15 lantanídeos, de acordo com a investigação da Boeing.

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    24 dez, 2025 o Império 13:40
    Aumentar o Império, com uma base que permita reivindicar a Lua. Boa tática, mas duvido muito que alocando 40% do PIB interno para pagar uma guerra que está para lavar e durar, a Rússia tenha meios financeiros e técnicos - os melhores "cérebros" fugiram de lá e não podem raptá-los e levá-los à força a todos para lá - para esse plano. E proibiçoes ... a Rússia já mostrou o que pensa do Direito Internacional e mostra-o todos os dias.

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