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China acusa EUA de "acelerar cenário de guerra" com vendas de armas a Taiwan

25 dez, 2025 - 13:55 • Lusa

Governo chinês denuncia que lei aprovada pelos Estados Unidos "interfere de forma flagrante nos assuntos internos da China" e "envia sinais gravemente errados" às forças pró-independência de Taiwan.

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O Ministério da Defesa chinês acusou esta quinta-feira os Estados Unidos de estarem a "acelerar o avanço para uma perigosa situação de guerra" no Estreito de Taiwan, após Washington aprovar novas vendas de armamento à ilha.

O porta-voz Zhang Xiaogang afirmou que o conteúdo da Lei de Autorização de Defesa Nacional dos EUA para 2026 "interfere de forma flagrante nos assuntos internos da China" e "envia sinais gravemente errados" às forças pró-independência de Taiwan.

Washington "violou os seus compromissos" e "intensificou" as vendas de armas a Taipé, numa dinâmica que "mina seriamente" a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan, acusou o responsável.

"Os Estados Unidos estão a usar Taiwan como ferramenta para conter a China, mas essa estratégia está condenada ao fracasso", declarou Zhang, durante a conferência de imprensa mensal do ministério.

"Procurar a independência através da força conduz à autodestruição", afirmou, apontando que as autoridades da ilha "ignoram os interesses e a segurança da população".

Zhang apelou ainda a Washington para que "atue com a máxima prudência nos assuntos relacionados com Taiwan" e tome "ações concretas para salvaguardar a estabilidade das relações bilaterais e dos laços entre os dois exércitos".

As declarações ocorrem num momento de crescentes fricções entre a China e os Estados Unidos, à medida que Washington reforça o apoio político e militar a Taipé.

Embora não mantenha relações diplomáticas com a ilha, os EUA são o principal fornecedor de armas de Taiwan e adotam uma política de ambiguidade estratégica quanto a uma eventual intervenção militar em caso de conflito.

Pequim considera Taiwan uma "parte inalienável" do seu território e não descarta o uso da força para alcançar a "reunificação", posição rejeitada por Taipé, que defende que só os taiwaneses podem decidir o seu futuro político.

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