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Rússia acusa Kiev de sabotar plano de paz com texto “radicalmente diferente”

26 dez, 2025 - 20:35 • Lusa

“A nossa capacidade de dar o impulso final e chegar a um acordo depende do nosso trabalho e da vontade política da outra parte", diz Moscovo.

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A Rússia acusou esta sexta-feira a Ucrânia de tentar sabotar as negociações para o fim do conflito entre os dois países, referindo que o novo texto apresentado por Kiev é “radicalmente diferente” do que Moscovo tinha negociado com Washington.

“A nossa capacidade de dar o impulso final e chegar a um acordo depende do nosso trabalho e da vontade política da outra parte. Sobretudo num contexto em que Kiev e os seus apoiantes, particularmente dentro da União Europeia, que não são favoráveis a um acordo, redobraram os seus esforços para o sabotar”, criticou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov.

Em declarações à televisão russa, o governante apontou o argumento habitual de Moscovo sobre “uma resolução adequada dos problemas que estão na origem desta crise”, iniciada com a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, sem a qual, defendeu, “será simplesmente impossível chegar a um acordo final”.

Ryabkov apelou para a adesão à estrutura negocial estabelecida pelos presidentes russo, Vladimir Putin, e norte-americano, Donald Trump, em agosto passado no Alasca, insistindo que, caso contrário, “nenhum acordo poderá ser alcançado”. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apresentou na quarta-feira a versão revista do plano norte-americano, no seguimento das rondas de negociações na última semana.

A primeira versão da proposta da Casa Branca, conhecida há mais de um mês e com 28 pontos, contemplava as principais exigências de Moscovo, incluindo cedências territoriais da Ucrânia, que teria de abdicar dos seus planos militares e da adesão à NATO. A versão revista, de 20 pontos, propõe um congelamento das linhas da frente sem oferecer uma solução imediata para as questões territoriais.

Além disso, o texto abandona duas exigências essenciais do Kremlin: a retirada das tropas ucranianas da região do Donbass, no leste do país, e um compromisso juridicamente vinculativo da Ucrânia de não aderir à NATO. “Este plano, se é que podemos chamar-lhe assim, difere radicalmente dos pontos que desenvolvemos nas últimas semanas, desde o início de dezembro, em colaboração com o lado americano”, comentou o vice-ministro russo.

O Presidente ucraniano anunciou esta sexta que vai reunir-se possivelmente no domingo, na Florida, com Donald Trump, para discutir garantias de segurança para a Ucrânia, no âmbito do plano de paz. O anúncio surgiu depois de Zelensky referir, na quinta-feira, que tinha tido uma “boa conversa” com os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner.

Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou que Moscovo mantém contactos com representantes dos Estados Unidos, após o negociador russo Kirill Dmitriev se ter reunido recentemente com interlocutores norte-americanos na Florida. Apesar de a diplomacia russa ter falado em “progresso lento, mas constante” nas conversações, Moscovo não indicou disponibilidade para retirar forças das áreas ocupadas

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  • Secretaria
    28 dez, 2025 querem eles 11:37
    O que vocês queriam era ganhar na secretaria o que não conseguiram no campo de batalha... E que vão levar anos até conseguirem, isso se conseguirem: é que a Ucrânia não está parada e a sua industria militar cresce todos os anos e experimenta novas armas as quais não têm limitações de espécie nenhuma nem eles precisam de pedir autorização a ninguém para as usar...

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