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Rússia

Polícia detém 70 cidadãos em São Petersburgo por rezarem por Zelensky

27 dez, 2025 - 17:50 • Lusa

Meios de comunicação avançam que membros pertenciam a uma seita religiosa, a maioria deles professores de várias regiões russas, que promoviam ideias contrárias à posição oficial russa sobre o conflito com a Ucrânia e denegriram os soldados russos e os cidadãos que os apoiavam.

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As forças de segurança russas detiveram em São Petersburgo cerca de 70 membros de uma seita religiosa que dedicavam as suas orações ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e ao exército ucraniano, informou este sábado o portal de notícias independente Holod.

Na sexta-feira, a polícia invadiu uma reunião da organização religiosa pró-iraquiana Escola do Princípio Unificado e deteve cerca de 70 participantes, acusando-os de difundir informações falsas sobre as Forças Armadas da Rússia, refere aquele portal, citado pela agência espanhola EFE.

A organização era composta na sua maioria por professores e docentes de escolas de diversas regiões da Rússia, embora a maioria fosse residente de São Petersburgo.

Segundo os meios de comunicação social russos, os líderes da seita promoveram ideias contrárias à posição oficial russa sobre o conflito com a Ucrânia e denegriram os soldados russos e os cidadãos que os apoiavam.

Além disso, também rezavam para que os cidadãos russos não sejam mobilizados para a guerra, assim como pelo exército ucraniano e pelo seu presidente.

Os membros da seita eram obrigados a revelar a sua posição contra a guerra às suas famílias.

Os presos enfrentam penas até 10 anos de prisão.

A seita religiosa, cujas práticas eram baseadas na ortodoxia cristã mas incorporavam rituais esotéricos e místicos, foi fundada na Ucrânia.

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