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Guerra na Ucrânia

"Fizemos grandes progressos": Reunião entre Trump e Zelensky sobre guerra na Ucrânia foi "excelente"

28 dez, 2025 - 21:59 • Diogo Camilo

Presidente ucraniano diz que "plano de paz está 100% acordado" e que chave das negociações são as garantias de segurança, que estão "praticamente acordadas". Trump promete "decisões" para o mês de janeiro.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, estiveram reunidos durante duas horas e afirmam estar "muito perto" de um entendimento para o fim da agressão russa em território ucraniano.

Falando primeiro, Trump afirmou que os detalhes da reunião já foram transmitidos aos chefes de Estado de França, Finlândia, Polónia, Noruega, Itália, Reino Unido, Alemanha, ao secretário-geral da NATO, e à presidente da Comissão Europeia.

"Tivemos uma grande conversa com eles depois de falarmos. A nossa reunião foi excelente, cobrimos - alguém dirá 95% - não sei que percentagem, mas fizemos grandes progressos para terminar com esta guerra", considerando que é "provavelmente a maior desde a Segunda Guerra Mundial".

Trump indicou que este "não é um processo que se conclua num dia", mas que foram discutidos "quase todos os assuntos". E aproveitou para falar sobre a comida na sua estância de luxo em Miami, onde se realizou o encontro: "Foi uma honra tê-lo em Mar-a-Lago, espero que tenha gostado da comida. Sei que a vossa comitiva gostou da comida, posso dizer-vos", confessou.

Já Zelensky agradeceu a reunião no seu resort e pelo esforço dos Estados Unidos nas últimas semanas, referindo que foi discutido um plano de paz

"O plano de paz está 100% acordado, as garantias de segurança estão praticamente acordadas, a dimensão militar está 100% garantida, o plano de prosperidade está a ser finalizado e acordámos que a principal chave para a paz são as garantias de segurança" da Ucrânia, afirmou Zelensky.

Donald Trump prometeu voltar a falar com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, após o encontro com Zelensky, para transmitir o que foi discutido na reunião com o presidente ucraniano.

O presidente ucraniano apresentou a nova versão do documento, reformulada após duras negociações exigidas por Kiev, que considerou a primeira versão muito próxima das exigências russas.

O novo documento abandona duas exigências fundamentais do Kremlin: a retirada das tropas ucranianas da região de Donetsk, que faz parte de Donbass, e um compromisso juridicamente vinculativo da Ucrânia de não aderir à NATO.

Em reação, o enviado de Putin afirmou que o mundo "aprecia" os esforços de paz de Donald Trump. "O mundo inteiro aprecia os esforços de paz do presidente Trump e de sua equipa", aponta Kirill Dmitriev.

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    29 dez, 2025 Alguém tem dúvidas? 11:14
    Tanga! Tudo está dependente de aceitação por parte de Moscovo, e é mais que evidente que Putin nunca aceitará nada mais, nada menos, que a rendição da Ucrânia, nem que tenha de deixar mais 200 000 russos mortos no terreno. Como a Ucrânia nunca aceitará retirar-se do seu próprio território, nem que a Rússia lhe diga como deve viver... Vê-se logo que a guerra vai continuar.

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