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Putin informou Trump que Rússia vai rever posição nas negociações com a Ucrânia
29 dez, 2025 - 17:19 • Reuters
O Kremlin assegura que Trump ficou chocado por quando Putin lhe disse que a Ucrânia tinha atacado uma residência presidencial em Novgorod. Zelensky está a negar a acusação, para a qual a Rússia não apresentou provas.
Vladimir Putin informou o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, nesta segunda-feira, que a Rússia vai rever a posição nas negociações de paz, devido ao que Moscovo alega ser um ataque de drones ucraniano contra a residência presidencial russa.
A Ucrânia rejeitou como mentira a acusação da Rússia de que 91 drones atacaram a residência de Putin no norte da Rússia e acusou Moscovo — que ainda não apresentou provas para sustentar suas alegações — de tentar minar as negociações de paz.
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Yuri Ushakov, assessor de política externa do Kremlin, afirmou que Putin e Trump conversaram esta segunda-feira e que Putin foi informado por Trump e os principais assessores norte-americanos sobre as negociações de Washington com a Ucrânia.
"Segundo os americanos, durante essas negociações, o lado americano defendeu agressivamente a ideia da necessidade de Kiev tomar medidas concretas para uma solução definitiva do conflito, e não se esconder atrás de exigências de um cessar-fogo temporário", disse Ushakov aos jornalistas.
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Ushakov afirmou que o lado russo temia que as ideias apresentadas pela Ucrânia aos americanos ainda pudessem ser interpretadas de forma muito ampla por Kiev.
Segundo o Kremlin, Trump ficou chocado quando Putin lhe disse que a Ucrânia tinha atacado uma residência presidencial em Novgorod.
"A posição da Rússia será revista em relação a uma série de acordos alcançados na etapa anterior e às trocas emergentes", disse Ushakov. "Isso foi declarado com muita clareza".
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirma que a alegação de um ataque ucraniano à residência de Putin era "uma completa invenção destinada a justificar ataques adicionais contra a Ucrânia, incluindo Kiev, bem como a própria recusa da Rússia em tomar as medidas necessárias para pôr fim à guerra".
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