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Guerra na Ucrânia

Rússia acusa Ucrânia de atacar residência de Putin. Zelensky nega

29 dez, 2025 - 15:50 • João Pedro Quesado com Reuters

Rússia quer mudar a postura nas negociações de paz, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros diz que já tem alvos escolhidos para uma retaliação. Zelensky fala numa "nova ronda de mentiras".

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[notícia atualizada às 16h46]

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta segunda-feira que a Ucrânia tentou atacar a residência do presidente Vladimir Putin na região de Novgorod, o que vai levar a rever a posição de negociação de Moscovo nas negociações de paz.

Lavrov alega que, entre 28 e 29 de dezembro, a Ucrânia atacou a residência oficial do presidente russo na região de Novgorod com 91 drones de longo alcance, tendo todos sido destruídos pelas defesas aéreas russas.

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"Estas ações imprudentes não ficarão impunes", disse Lavrov, acrescentando que o ataque configura "terrorismo de Estado". O responsável assegurou que os alvos para ataques retaliatórios pelas forças armadas da Rússia já foram selecionados.

Lavrov apontou que o ataque ocorreu durante as negociações sobre um possível acordo de paz com a Ucrânia e que, embora a Rússia não abandone as negociações, a posição de Moscovo será revista.

Não se sabe se Vladimir Putin estava na residência referida (com o nome Dolgiye Borody, que se traduz para "Barbas Longas") durante o alegado ataque. A residência foi utilizada, no passado, por Josef Stalin, Nikita Khrushchev e Boris Yeltsin.

"Mais uma ronda de mentiras", diz Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a acusação era uma mentira, acrescentando que Moscovo está a preparar o terreno para atacar prédios do governo em Kiev.

"Mais uma ronda de mentiras", disse Zelensky aos jornalistas pelo WhatsApp, afirmando que a Rússia está a tentar minar o progresso das negociações de paz.

Nas redes sociais, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia pediu aos líderes mundiais para condenar as "manipulações" da Rússia, com a intenção de criar uma "falsa justificação" para mais ataques da Rússia contra a Ucrânia.

"Habitual tática russa: acusar o outro lado do que estás a fazer ou a planear", afirmou Andrii Sybiha, apontando que a Rússia "já atingiu o edifício do governo ucraniano este ano" e que a Ucrânia "apenas ataca legitimamente alvos militares no território russo".

"A Rússia é o agressor e a Ucrânia é o país que tem sido atacado (...) Não pode haver falsa equivalência entre o agressor e o país a defender-se", declarou o responsável ucraniano, pedindo "ao mundo que condene as declarações provocadoras da Rússia com o objetivo de descarrilar o processo de paz construtivo".

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