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Guerra na Ucrânia

Trump “muito zangado” com alegado ataque ucraniano à residência de Putin

29 dez, 2025 - 20:13 • Fábio Monteiro com Reuters

Donald Trump afirmou ter ficado “muito zangado” ao saber, através de Vladimir Putin, de uma alegada tentativa ucraniana de ataque à residência do presidente russo. Moscovo acusa Kiev de terrorismo de Estado e admite rever a sua posição negocial.

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse esta segunda-feira que Vladimir Putin lhe relatou uma alegada tentativa da Ucrânia de atacar a sua residência oficial no norte da Rússia, uma acusação que Kiev nega.

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Donald Trump afirmou que não gostou da alegada ação e sublinhou que o momento é particularmente sensível, numa fase em que estão em curso contactos para tentar pôr fim à guerra na Ucrânia.

“Não gosto disto. Não é bom. Fiquei a saber disto hoje pelo Presidente Putin. Fiquei muito zangado com isso.”

O líder norte-americano alertou para os riscos de uma escalada, considerando que não é o momento adequado para este tipo de iniciativas, sobretudo quando decorrem esforços diplomáticos.

“É um período de tempo delicado. Não é o momento certo. Uma coisa é ser ofensivo, porque eles são ofensivos. Outra coisa é atacar a casa dele. Não é o momento certo para fazer nada disso.”

Questionado sobre a existência de provas, Trump admitiu que ainda não há confirmação independente da acusação. “Vamos descobrir.” O Presidente descreveu ainda a conversa telefónica com Putin como “muito boa”, apesar de reconhecer que persistem “questões muito espinhosas” nas negociações.

Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que a Ucrânia tentou atacar a residência do presidente Vladimir Putin na região de Novgorod, entre 28 e 29 de dezembro, com 91 drones de longo alcance, que terão sido todos destruídos pelas defesas aéreas russas.

Segundo Lavrov, o episódio levará Moscovo a rever a sua posição negocial, embora sem abandonar as conversações de paz.

“Estas ações imprudentes não ficarão impunes”, disse o chefe da diplomacia russa, classificando o alegado ataque como “terrorismo de Estado” e assegurando que já foram seleccionados alvos para eventuais ataques retaliatórios.

Não é conhecido se Putin se encontrava na residência referida, conhecida como Dolgiye Borody, durante o alegado ataque. O local foi utilizado no passado por dirigentes soviéticos como Josef Stalin, Nikita Khrushchev e também por Boris Yeltsin.

Do lado ucraniano, o Presidente Volodymyr Zelensky rejeitou categoricamente as acusações, classificando-as como “mais uma ronda de mentiras”, e acusou Moscovo de preparar o terreno para novos ataques contra Kiev.

Nas redes sociais, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, pediu aos líderes mundiais que condenem o que descreveu como manipulações russas destinadas a criar uma falsa justificação para uma escalada militar, sublinhando que a Rússia é o agressor e a Ucrânia o país que se defende.

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