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Israel fecha portas: 37 ONG proibidas de atuar em Gaza e Cisjordânia a partir de janeiro

30 dez, 2025 - 22:38 • Redação

Israel vai revogar a licença de 37 organizações humanitárias que operam em Gaza e na Cisjordânia. Entre as entidades afetadas estão a Oxfam e os Médicos Sem Fronteiras.

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Israel anunciou que impedirá 37 organizações não-governamentais de operar em Gaza e na Cisjordânia a partir de janeiro de 2026, incluindo a Oxfam, a ActionAid e os Médicos Sem Fronteiras (MSF).

A decisão resulta de um novo processo de registo considerado controverso, que exige, entre outros critérios, o reconhecimento explícito de Israel como Estado judaico e democrático, bem como a recusa de levar militares israelitas a tribunais internacionais.

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Segundo o Ministério de Assuntos da Diáspora e Luta contra o Antissemitismo, as organizações visadas não cumpriram os "padrões de segurança e transparência" exigidos.

No caso da MSF, Israel alega que a entidade emprega cidadãos de Gaza com ligações a "atividades terroristas", embora sem apresentar provas concretas.

“A assistência humanitária é bem-vinda; a exploração de quadros humanitários com fins terroristas é inaceitável. Israel continuará a proteger a sua soberania, os seus cidadãos e a integridade da acção humanitária”, declarou o ministério liderado por Amijai Chikli, conhecido por manter relações com sectores da extrema-direita europeia.

O registo obrigatório impunha ainda a entrega de dados pormenorizados sobre os trabalhadores palestinianos.

A ONU já tinha alertado que os critérios usados eram “vagos, arbitrários e altamente politizados”.

Situação humanitária em Gaza agrava-se

A decisão do Governo israelita surge num momento de alarme internacional sobre a situação humanitária em Gaza.

Esta terça-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros de dez países, incluindo Reino Unido, França, Canadá, Japão e Suécia, emitiram uma declaração conjunta a denunciar o “deteriorar catastrófico” das condições de vida na Faixa e a pedir que Israel permita a ação das ONG e da UNRWA, agência da ONU para os refugiados palestinianos.

O documento apela a que Israel “levante restrições desproporcionadas” à entrada de bens essenciais, como medicamentos e materiais de abrigo, e que “abra as passagens fronteiriças para aumentar o fluxo de ajuda humanitária”.

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