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Primeiro-ministro da Polónia espera paz na Ucrânia dentro de poucas semanas

30 dez, 2025 - 14:31 • Reuters

Tusk afirma que garantias de segurança dos EUA oferecem esperança de fim da guerra.

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A paz pode ser alcançada na Ucrânia em poucas semanas graças às garantias de segurança dos EUA. Quem o defende é primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, que assegura, no entanto, que o sucesso ainda está "longe de ser 100% certo".

Tusk também insinuou sobre a possibilidade de tropas norte-americanas serem enviadas para a linha de contacto entre a Ucrânia e a Rússia, mas não deu detalhes sobre tal proposta, e a Casa Branca não comentou imediatamente as suas declarações, esta terça-feira.

Tusk é um crítico acérrimo da Rússia, mas os seus comentários refletiram a resposta positiva dos líderes europeus às conversações de domingo entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, nas quais Zelenskiy afirmou ter chegado a um acordo sobre garantias de segurança para Kiev.

"A paz está no horizonte. Não há dúvida de que aconteceram coisas que dão motivos para ter esperança de que esta guerra possa terminar, e rapidamente, mas ainda é uma esperança, longe de ser 100% certa", disse Tusk numa reunião do Governo polaco após as conversações com os aliados.

"Quando digo que a paz está no horizonte, falo das próximas semanas, não dos próximos meses ou anos. Em janeiro, todos teremos de nos unir para tomar decisões sobre o futuro da Ucrânia, o futuro desta parte do mundo."

Garantias de segurança dos EUA

Trump disse no domingo que ele e Zelensky estavam "talvez demasiado perto" de um acordo para pôr fim à guerra, embora as questões territoriais "espinhosas" ainda persistissem. Mostrou-se mais cauteloso do que Zelensky em relação às garantias de segurança, mas afirmou que estavam 95% perto de um acordo e que esperava que os países europeus "assumissem uma grande parte" desse esforço com o apoio dos EUA.

"O principal resultado dos últimos dias é a declaração norte-americana de disponibilidade para participar nas garantias de segurança para a Ucrânia após um acordo de paz, incluindo a presença de tropas norte-americanas, por exemplo, na fronteira ou na linha de contacto entre a Ucrânia e a Rússia", disse Tusk.

"Veremos o quão consistentes serão os nossos parceiros do outro lado do Atlântico, mas isto dá-nos esperança de um resultado positivo".

A Rússia afirmou que qualquer destacamento de tropas estrangeiras na Ucrânia é inaceitável. Declarou ainda, na terça-feira, que a sua posição negocial se tornará mais rígida depois de acusar Kiev de atacar uma residência presidencial russa, uma alegação que Kiev considerou infundada e com o intuito de prolongar o conflito.

Tusk enfatizou a necessidade de avanços nas questões territoriais, com a Rússia a exigir que as forças ucranianas se retirem da última parte da região de Donbas, no leste da Ucrânia, que ainda controlam quase quatro anos após a invasão russa. Kiev quer o fim dos combates ao longo das atuais linhas da frente.

"Compreensivelmente, na perspetiva dele (Zelensky), seria necessário um referendo. O povo ucraniano teria de consentir nas decisões territoriais", disse Tusk.

Após o discurso de Tusk, Zelensky afirmou que a Ucrânia e o chamado grupo de nações "Coligação de Vontades", que apoia Kiev, planeiam realizar as suas próximas reuniões no início de janeiro.

Zelensky afirmou que os conselheiros de segurança nacional dos dois países se reunirão na Ucrânia a 3 de janeiro e, depois, os líderes em França a 6 de janeiro.

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