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Colômbia diz que EUA bombardearam fábrica de cocaína na Venezuela

31 dez, 2025 - 08:56 • Lusa

Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) realizou na semana passada um ataque com drones contra uma instalação portuária na Venezuela.

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O Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que os Estados Unidos bombardearam uma unidade de produção de cocaína na cidade portuária de Maracaibo, no oeste da Venezuela.

"Sabemos que [o Presidente norte-americano Donald] Trump bombardeou uma fábrica em Maracaibo. Tememos que estejam a misturar pasta de coca para produzir cocaína", escreveu Petro, na rede social X, na terça-feira.

O líder da Colômbia sugeriu que se tratava de uma instalação do Exército de Libertação Nacional (ELN), o grupo guerrilheiro colombiano que controla parcialmente a região produtora de cocaína de Catatumbo, na fronteira com a Venezuela e perto de Maracaibo.

"É simplesmente o ELN. Com a sua agitação e dogmatismo, o ELN está a facilitar a invasão da Venezuela", escreveu o Presidente colombiano.

Na segunda-feira, Trump divulgou um ataque contra uma "grande instalação" num cais da Venezuela, no âmbito da campanha contra o tráfico de droga que, segundo ele, sai de território venezuelano.

Segundo informou o jornal norte-americano New York Times, a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) realizou na semana passada um ataque com drones contra uma instalação portuária na Venezuela.

O Governo venezuelano ainda não se pronunciou sobre as afirmações de Trump.

Os Estados Unidos mantêm, desde agosto, uma operação militar no mar das Caraíbas, justificada como parte de uma luta contra o tráfico de droga, mas que a Venezuela interpreta como uma tentativa de promover um golpe de Estado.

Na terça-feira, a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) anunciou que está a vigiar duas das principais instalações petrolíferas do país, o Complexo Petroquímico Ana María Campos e o Centro de Refinação Paraguaná, face à tensão com os Estados Unidos.

O chefe da Região Estratégica de Defesa Integral (Redi) 1 Ocidental, Pedro González Ovalles, disse que uma Unidade de Reação Rápida (URRA) está destacada para "garantir a segurança integral" do complexo petroquímico e da refinaria, segundo um vídeo partilhado hoje pelo comandante estratégico operacional da FANB, Domingo Hernández Lárez.

O Centro de Refinação Paraguaná, em Falcón (oeste), é "um dos maiores do mundo, responsável por transformar o crude em gasolina, gasóleo, betume e outros derivados" na Venezuela, segundo o Ministério dos Hidrocarbonetos, enquanto o Complexo Petroquímico Ana María Campos, no estado de Zulia (oeste, na fronteira com a Colômbia), abrange fábricas de fertilizantes, plásticos e outros derivados do petróleo.

Este mês, os Estados Unidos apreenderam dois navios que transportavam petróleo venezuelano e Donald Trump anunciou o bloqueio total aos petroleiros sancionados que entrem e saiam da Venezuela, o que aumentou a pressão sobre o Governo do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

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