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Guerra na Ucrânia

UE acusa Kremlin de criar "distração deliberada" com alegado ataque a residência de Putin

31 dez, 2025 - 13:37 • Lusa

O exército russo reiterou as suas acusações de que a Ucrânia atacou com drones uma residência do presidente Vladimir Putin.

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A alta representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, questionou esta quarta-feira a veracidade do ataque ucraniano à residência oficial do presidente russo, em Novgorod, considerando que se trata de "uma distração deliberada".

"A afirmação da Rússia de que a Ucrânia atacou recentemente instalações governamentais importantes na Rússia é uma distração deliberada", afirmou Kallas numa mensagem escrita no seu perfil da rede social X (antigo Twitter), na primeira reação pública de Bruxelas aos factos denunciados esta semana pelo Kremlin.

Para a responsável europeia, "Moscovo pretende frustrar o progresso real para a paz entre a Ucrânia e os seus parceiros ocidentais", pelo que defendeu que "ninguém" deveria aceitar "acusações infundadas" de quem "atacou indiscriminadamente as infraestruturas e os civis ucranianos desde o início da guerra".

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, denunciou que as forças ucranianas lançaram, na noite de 28 para 29 de dezembro, até 91 drones – embora tenham sido intercetados – contra a residência presidencial de Vladimir Putin, em Novgorod, refere a agência Europa Press.

A Rússia classificou estes atos como “terrorismo de Estado” e sublinhou que não pretende abandonar a mesa de negociações, limitando-se a dialogar com os Estados Unidos, embora se reserve também ao direito de endurecer as suas posições.

Por seu lado, a Ucrânia acusou a Rússia de tentar boicotar o processo de negociações. Ao mesmo tempo, criticou aqueles que, na comunidade internacional, condenaram um ataque, que, insiste, não aconteceu.

O exército russo reiterou as suas acusações de que a Ucrânia atacou com drones uma residência do presidente Vladimir Putin, publicando um vídeo que mostra um aparelho que teria sido abatido durante o ataque, o que Kiev denuncia como falso.

O Ministério da Defesa russo difundiu um vídeo mostrando um soldado com o rosto tapado ao lado dos destroços de um drone, referindo que a aeronave carregava uma carga explosiva de seis quilos.

A Ucrânia negou imediatamente, apontando a falta de provas e sustentando que Moscovo procurava, dessa forma, justificar um bloqueio das negociações para encontrar uma solução para o conflito, desencadeado pela ofensiva russa em grande escala contra a Ucrânia, em 2022.

Estas acusações levantam dúvidas sobre a continuação das negociações diplomáticas iniciadas em novembro para tentar pôr fim ao conflito mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

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