Oficial. Uma portuguesa ferida e outra desaparecida no incêndio na Suíça
02 jan, 2026 - 14:46 • Pedro Mesquita , Ricardo Vieira , João Maldonado
Tragédia terá sido provocada por velas pirotécnicas durante a festa do réveillon.
Uma mulher de nacionalidade portuguesa está desaparecida e outra entre os feridos do incêndio num bar da estância de ski de Crans-Montana, na Suíça, avançou esta sexta-feira à Renascença o secretário de Estados das Comunidades, Emídio Sousa.
De acordo com Emídio Sousa, uma mulher portuguesa está internada num hospital de Sion, mas existem "informações contraditórias" sobre a gravidade dos ferimentos. "Inicialmente, tivemos informação de que seria uma fratura numa perna, mas ainda não temos a certeza", sublinhou.
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Outra mulher portuguesa está desaparecida, mas ainda não foi possível confirmar se estava em Crans-Montana na altura da tragédia, indica o secretário de Estado das Comunidades.
A Renascença apurou, junto de fonte da família, que a jovem desaparecida tem 22 anos e reside na Suíça. Tinha ido a uma festa com três amigas, que também estão desaparecidas.
Entretanto, Portugal disponibilizou às autoridades suíças duas vagas para doentes queimados, adianta o secretário de Estado das Comunidades.
A notícia foi avançada pouco depois de as autoridades suíças terem confirmado que há uma pessoa de nacionalidade portuguesa entre os feridos.
Um total de 105 feridos da tragédia na estância de Crans-Montana já foram identificados, indicou o comandante da polícia, Frédéric Gisler, em conferência de imprensa.
Além do cidadão português, entre os feridos estão 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, quatro sérvios, um bósnio, um polaco e um luxemburguês.
Até ao momento, não foi possível apurar a nacionalidade de 14 pessoas.
Cerca de 50 feridos foram transportados para hospitais fora da Suíça.
O número de mortos mantém-se em 40, mas há vários feridos em estado grave e o número de vítimas ainda pode aumentar.
A tragédia terá sido provocada por velas pirotécnicas durante a festa do réveillon, admite a procuradora encarregue da investigação.
"Tudo indica que o incêndio teve início nas velas acesas ou nas chamadas 'luzes de Bengala' que tinham sido fixadas em garrafas de champanhe. Estas ficaram demasiado próximas do teto. A partir daí, seguiu-se uma deflagração rápida, muito rápida e generalizada", declarou a procuradora Beatrice Pilloud.
[notícia atualizada às 17h18]
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