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Conselho de Segurança da ONU reúne-se de emergência esta segunda-feira sobre a Venezuela

05 jan, 2026 - 09:25 • Olímpia Mairos , com agências

Caracas pediu formalmente a convocação da reunião para abordar a "agressão criminosa" dos EUA. Outros países, como o Irão e a Colômbia, também apoiaram o pedido venezuelano.

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se esta segunda-feira em sessão de emergência para analisar a situação na Venezuela, na sequência da operação militar levada a cabo pelos Estados Unidos que resultou na detenção e afastamento do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, atualmente sob custódia em Nova Iorque.

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A convocação da reunião foi solicitada formalmente por Caracas, que acusa Washington de uma “agressão criminosa” ocorrida na madrugada de sábado. O pedido contou ainda com o apoio de vários países, entre os quais o Irão e a Colômbia.

O encontro no Conselho de Segurança coincide com o dia em que Maduro e a sua esposa, Cilia Flores, ambos detidos num centro prisional em Nova Iorque, comparecem perante um tribunal federal em Manhattan. O ex-presidente enfrenta acusações relacionadas com narcoterrorismo e posse ilegal de armas. O Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova Iorque confirmou que a audiência está agendada para as 12h00 locais (17h00 em Lisboa).

Entretanto, estão previstas para esta segunda-feira manifestações em Lisboa e no Porto contra a intervenção militar norte-americana na Venezuela.

A reação internacional à operação dos Estados Unidos tem sido marcada por divisões: enquanto alguns países condenam a ação militar, outros saudaram a queda de Maduro. O secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu para as “implicações preocupantes” que a intervenção poderá ter na região.

Poucas horas após o ataque, ainda no sábado, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Washington assumirá a governação do país até à conclusão de um processo de transição política, admitindo a possibilidade de uma nova ofensiva caso seja considerada necessária. No domingo, Trump voltou a ameaçar uma segunda intervenção militar se as autoridades interinas venezuelanas não cooperarem com a administração norte-americana. Durante uma viagem a bordo do Air Force One, reforçou que, se os remanescentes do governo de Maduro “não se comportarem”, os Estados Unidos avançarão com novo ataque.

Já esta segunda-feira, a Presidente interina da Venezuela adotou um discurso mais conciliador e manifestou disponibilidade para cooperar com os Estados Unidos numa agenda centrada no “desenvolvimento partilhado”. Num comunicado divulgado nas redes sociais, Delcy Rodríguez afirmou que o seu governo pretende construir relações baseadas no respeito mútuo com Washington, após ter inicialmente condenado a operação militar como uma apropriação ilegal dos recursos naturais do país.

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