Ataque à Venezuela
EUA na reunião da ONU: "Não estamos a ocupar um país. Agimos de acordo com as regras do direito"
05 jan, 2026 - 16:57 • Diogo Camilo
Encontro do Conselho de Segurança da ONU começou com mensagem de António Guterres, que sublinhou que é "fundamental" o respeito pela carta das Nações Unidas. Enviado da Venezuela fala em "ataque armado ilegal sem qualquer justificação legal" por parte dos Estados Unidos.
Na abertura do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), o secretário-geral António Guterres mostrou-se "profundamente preocupado" com a situação da Venezuela, após o ataque dos Estados Unidos em que foi capturado o até então presidente, Nicolás Maduro, considerando que pode haver uma "intensificação da instabilidade no país".
Numa mensagem divulgada pela sua subsecretária-geral de Assuntos Políticos, Rosemary DiCarlo, Guterres sublinha que é "fundamental" o respeito pela carta das Nações Unidas para garantir a paz e a segurança.
Guterres reconhece que a democracia na Venezuela já estava "minada" há muito, mas defende que é ncessário respeitar os princípios da soberania: "Estou profundamente preocupado que as regras da lei internacional não tenham sido respeitadas na ação militar do dia 3 de janeiro."
Já o representante norte-americano no Conselho de Segurança, Mike Waltz, afirmou que "não existe guerra" contra a Venezuela.
"Não estamos a ocupar um país. Esta foi uma operação para garantir o cumprimento da lei, que era sistematicamente violada há décadas", afirmou, acrescentando que, na sua visão, os Estados Unidos "prenderam um narcotraficante que vai agora a julgamento, de acordo com as regras do direito" e que o país teve uma operação semelhante em 1989 contra o então presidente do Panamá, Manuel Noriega.
Já o enviado da Venezuela nas Nações Unidas aponta que os EUA desencadearam um "ataque armado ilegal sem qualquer justificação legal" e que violaram a carta da ONU, acrescentando que as instituições do país estão a funcionar normalmente e que a ordem constitucional foi preservada.
O Conselho de Segurança, o mais alto órgão da ONU e composto por apenas 15 membros, reuniu-se esta segunda-feira em Nova Iorque, à mesma hora a que Nicolás Maduro é ouvido pela primeira vez num tribunal federal na mesma cidade norte-americana.
- Noticiário das 0h
- 06 jun, 2026








