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Tragédia na Suíça

Já foram identificados todos os feridos e vítimas mortais no incêndio na Suíça

05 jan, 2026 - 17:15 • Lusa

Vítimas mortais do incêndio na estância de esqui na Suíça têm entre 14 e 39 anos, sendo 21 delas menores. Os restos mortais de cinco jovens italianos já foram repatriados, num voo de Estado da força aérea italiana.

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Todos os 40 mortos e 116 feridos no incêndio num bar na estância de esqui de Crans-Montana, na Suíça, durante a noite de ano novo já foram identificados, anunciou esta segunda-feira a polícia do cantão de Valais.

As autoridades policiais contabilizaram um total de 21 suíços, nove franceses, incluindo um franco-suíço, uma pessoa com tripla nacionalidade França-Israel-Reino Unido, seis italianos, incluindo um italo-emiradense, uma belga, uma portuguesa, um romeno e um turco, de acordo com um comunicado.

As vítimas mortais têm entre 14 e 39 anos, sendo 21 delas menores, referiu informação oficial.

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A polícia adiantou, em comunicado, que o número de feridos, anteriormente estimado em 119, foi reduzido para 116, uma vez que "três feridos admitidos nas urgências na noite em questão [foram] erradamente incluídos no balanço do incidente".

Entre os feridos estão 68 suíços, 21 franceses, dez italianos, quatro sérvios, duas polacas, uma belga, uma portuguesa, uma cidadã da República Checa, um australiano, um bósnio, um cidadão da República do Congo, um luxemburguês, assim como quatro cidadãos com dupla nacionalidade (França/Finlândia, Suíça/Bélgica, França/Itália e Itália/Filipinas), acrescentou a polícia.

Do total de feridos, 83 continuam hospitalizados.

Repatriados para Itália corpos de cinco jovens

Os restos mortais de cinco jovens italianos, vítimas do incêndio ocorrido na passagem de ano num bar da estância de esqui suíça de Crans-Montana, foram, segunda-feira, repatriados, num voo de Estado da força aérea italiana.

Entre as 40 vítimas mortais do incêndio contam-se seis jovens italianos, quatro rapazes e duas raparigas, de 16 e 17 anos. A sexta vítima de nacionalidade italiana residia na cidade suíça de Lugano, onde se realizará o funeral.

Além das seis vítimas mortais italianas, contam-se 14 cidadãos italianos entre os 116 feridos de várias nacionalidades.

Os corpos repatriados foram transportados desde Sion, na Suíça, num aparelho C-130 da Aeronáutica Militar italiana, que aterrou no aeroporto de Milão-Linate, deixando quatro cadáveres, rumando de seguida a Roma para deixar o quinto caixão, para ser entregue aos familiares.

A par do luto pela tragédia ocorrida na passagem de ano na estância suíça de Crans-Montana, regista-se também revolta em Itália pela tragédia, com os familiares das vítimas a reclamarem justiça, já que os proprietários do bar La Constellation não estão em prisão preventiva.

"Se estivessem na Itália, já estariam na prisão. Não foi uma desgraça, mas uma tragédia que podia ter sido evitada com prevenção e bom senso", declarou o embaixador italiano na Suíça, Gian Lorenzo Cornado, criticando a decisão do Ministério Público suíça.

As chamas deflagraram durante uma festa de ano novo na estância de esqui suíça de Crans-Montana. O evento decorria no bar Constellation, que tem capacidade para 300 pessoas no interior.

A procuradora-geral de Valais, Beatrice Pilloud, avançou no dia seguinte que o incêndio deverá ter começado com dispositivos pirotécnicos “colocados em garrafas de champanhe que foram aproximadas do teto”.

A Suíça declarou cinco dias de luto nacional na sequência desta tragédia.

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