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Maduro chega a tribunal de Nova Iorque para ser ouvido pela primeira vez

05 jan, 2026 - 12:53 • Diogo Camilo

Depois de capturado na Venezuela e ter passado as últimas duas noites num centro de detenção em Brooklyn, Maduro foi transferido por helicóptero para o tribunal federal. É acusado de orquestrar uma rede de tráfico de cocaína e se associar a gangues violentos.

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Maduro chega a tribunal de Nova Iorque para ser ouvido pela primeira vez

Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, foram transferidos para o tribunal federal de Manhattan, em Nova Iorque, onde vão ser ouvidos pela primeira vez desde que foram capturados durante a madrugada de sábado, em Caracas.

O ex-presidente da Venezuela, que já viu a sua vice ser nomeada presidente interina do país, tem audiência marcada para as 12h00 locais (17h00 em Portugal Continental), após ter passado as últimas duas noites no Centro Metropolitano de Detenção de Brooklyn, nos arredores de Nova Iorque, onde também já estiveram detidas figuras como Jeffrey Epstein e Sean "Diddy" Combs.

Maduro é acusado de orquestrar uma rede de tráfico de cocaína e se associar a gangues violentos, como o cartéis Los Zetas e Sinaloa, os rebeldes colombianos das FARC ou o gangue venezuelano Tren de Aragua.

Depois de terem sido divulgadas algumas fotografias da sua detenção, Maduro e a mulher foram transferidos por helicóptero e carrinha do centro de detenção para o tribunal federal por volta das 7h00 locais (12h00 em Lisboa).

Este domingo, a bordo do Air Force One a caminho de Washington, Donald Trump ameaçou que os Estados Unidos podem realizar uma nova operação militar na Venezuela caso o governo interino do país "não se comporte", depois de no sábado ter indicado que o país ficará responsável por "governar" a Venezuela até ser conseguida "uma solução estável".

Já esta segunda-feira, a nova presidente interina, Delcy Rodriguez, ofereceu-se para colaborar com os Estados Unidos da América, indicando que o seu governo está a dar prioridade à construção de relações de respeito com os EUA.

"O presidente Donald Trump, os nossos povos e a nossa região merecem paz e diálogo, não guerra", disse em comunicado, convidando os EUA a colaborarem "numa agenda de cooperação orientada para o desenvolvimento partilhado, dentro da estrutura do direito internacional".

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