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Trump volta a ameaçar com nova operação militar na Venezuela se governo interino "não se comportar"

05 jan, 2026 - 04:35 • Reuters

O Presidente dos Estados Unidos coloca a responsabilidade na presidente interina. Trump sublinha que, se Delcy Rodríguez não cumprir com as exigências norte-americanas, "enfrentará uma situação provavelmente pior do que Maduro".

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Donald Trump ameaçou, este domingo, avançar com outra operação militar na Venezuela se o governo interino do país sul-americano não cooperar com a administração norte-americana.

A bordo do Air Force One, a caminho de Washington, o Presidente dos Estados Unidos reafirmou que se os membros que restam do governo Maduro "não se comportarem", os americanos "farão um segundo ataque".

Questionado se isso significaria que tropas americanas seriam enviadas ao país para manter a paz, Trump disse que isso dependeria das ações do governo agora liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez.

Os conselheiros de Trump também acreditam que poderão trabalhar nos bastidores com Rodríguez, que, apesar de sua resistência pública, é vista como uma tecnocrata que pode estar disposta a trabalhar com os EUA em uma transição política e em questões importantes relacionadas ao petróleo, de acordo com três pessoas informadas sobre a estratégia dos EUA.

Trump disse que quer que Rodriguez dê aos EUA e às empresas privadas "acesso total" à infraestrutura petrolífera da Venezuela, que se encontra em dificuldades, bem como às estradas e pontes que estão em mau estado.

Se o governo interino cumprir com as exigências, vai ter que lidar com uma reposta forte, adiantou o Presidente norte-americano.

"Eu apenas digo que ela enfrentará uma situação provavelmente pior do que Maduro", disse Trump, acrescentando que Nicolas Maduro, agora deposto, "desistiu imediatamente" após ser capturado.

A incerteza sobre o uso da força militar pelo governo Trump está a levantar questões sobre a sua capacidade de submeter o governo venezuelano pós-Maduro à sua vontade. Os potenciais incentivos para os assessores de Maduro seriam ofertas de anistia ou exílio seguro, do tipo que Maduro rejeitou nos seus últimos dias antes de ser capturado pelas forças especiais dos EUA no sábado, de acordo com uma fonte citada pela Reuters.

Maduro está agora detido num centro de detenção em Nova Iorque, e deverá ser ouvido em tribunal esta segunda-feira por acusações relacionadas com narcotráfico.

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  • casimiro valerio
    05 jan, 2026 Pinhal Novo 13:39
    Em pleno século 21 ainda se assiste a situações destas ? EUA, China e Rússia são os novos donos do mundo ? Só tenho pena é das novas gerações.

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