Corina Machado promete regressar à Venezuela “o mais depressa possível”
06 jan, 2026 - 07:48 • Olímpia Mairos
A líder da oposição venezuelana afirma que pretende regressar ao país assim que possível, denuncia a escalada repressiva do regime de Nicolás Maduro e diz confiar numa transição democrática apesar das ameaças à segurança.
A líder da oposição venezuelana María Corina Machado diz que pretende regressar à Venezuela “o mais breve possível”, apesar do clima de repressão e das ameaças do regime de Nicolás Maduro.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
Em declarações à Fox News, Corina Machado explicou que decide diariamente onde pode ser mais útil à causa democrática, justificando a sua saída do país após mais de 16 meses escondida por razões de segurança.
Corina Machado alertou ainda para um agravamento da repressão nas últimas 24 horas, referindo uma ordem executiva assinada por Maduro que, segundo disse, incentiva a perseguição e detenção de venezuelanos que apoiam sanções internacionais. Denunciou a detenção de pelo menos 14 jornalistas, classificando a situação como “extremamente alarmante”.
Sobre um eventual regresso, afirmou que planeia voltar assim que seja possível fazê-lo em segurança, mas advertiu para a escalada autoritária. Criticou a vice-presidente Delcy Rodríguez, a quem atribuiu um papel central em práticas de repressão, corrupção e ligações a potências como Rússia, China e Irão, considerando que “não inspira confiança aos investidores internacionais”.
No plano internacional, Machado agradeceu ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas “acções valentes” que, segundo afirmou, contribuíram para a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro. A dirigente da oposição revelou ainda ter dedicado simbolicamente a Trump o Prémio Nobel da Paz anunciado em Outubro, por considerar que as suas iniciativas ajudaram a aproximar a Venezuela de uma transição democrática.
Na sua visão, uma Venezuela livre poderá tornar-se um aliado estratégico em matéria de segurança e energia, além de criar condições para o regresso de milhões de emigrantes forçados a abandonar o país.
Apesar das incertezas, Machado mostrou-se confiante no futuro: “Vencemos mesmo sob fraude; em eleições verdadeiramente livres e justas, venceremos com uma maioria ainda mais clara”, afirmou.
A dirigente descreveu como “um milagre” a realização de eleições primárias independentes organizadas pela sociedade civil, sublinhando que milhões de venezuelanos participaram num processo que muitos consideravam impossível. “Conseguimos unir o país e derrotar Maduro por uma margem esmagadora, em condições extremas e profundamente injustas”, afirmou.
Impedida de concorrer, Machado disse que a tentativa de intimidação do governo teve o efeito inverso. Destacou o papel de Edmundo González Urrutia, que a substituiu na corrida eleitoral. “Ele esteve no meu lugar, percorremos todo o país e conseguimos uma vitória expressiva”, declarou.
Na entrevista ao apresentador Sean Hannity, na Fox News, Corina Machado explicou ainda que o projecto político que encabeça passa por transformar a Venezuela num pólo energético para as Américas, restabelecer o Estado de direito como garantia de segurança para o investimento estrangeiro e criar condições para o regresso dos milhões de venezuelanos que, afirma, abandonaram o país desde a chegada de Maduro ao poder, em 2013.
Por fim, Machado sustentou que o movimento que representa alcançaria “mais de 90% dos votos” caso se realizassem eleições verdadeiramente livres e justas.
- Noticiário das 17h
- 21 jul, 2026






