07 jan, 2026 - 20:40 • Catarina Magalhães
Um agente dos serviços de imigração (ICE) dos Estados Unidos da América (EUA) baleou e matou a tiro esta quarta-feira uma mulher, de 37 anos, que conduzia um carro, em Minneapolis, avançou a "NBC News".
A administração Trump tem defendido uma política anti-imigração no território norte-americano e enviado agentes para todas as cidades do país, para a realização de operações de controlo.
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Os polícias do ICE estavam a patrulhar na cidade contra a imigração irregular quando a mulher, alegadamente, "transformou o seu veículo numa arma, tentando atropelar os agentes para os matar", disse a porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), Tricia McLaughlin.
Em reação, o presidente da câmara de Minneapolis, Jacob Frey, já dispensou essa teoria e "narrativa de lixo" de que o agente disparou em legítima defesa, porque "temeu pela sua vida".
"Tendo visto o vídeo com os meus próprios olhos, quero dizer diretamente a toda a gente: isso é uma treta", reclamou Jacob Frey, acrescentando que estas ações alimentam "caos e desconfiança".
É também com revolta que os moradores se manifestaram nas ruas, entoando cânticos e atirando, por vezes, bolas de neve em direção às autoridades, segundo o mesmo jornal norte-americano.
Em resposta, as forças de segurança usaram spray pimenta e gás lacrimogéneo.


O presidente da Câmara de Minneapolis revelou ainda que, após o tiroteio, a prioridade foi levar a vítima para o hospital e retirar os serviços de imigração do local.
Jacob Frey quis ainda, em comunicado de imprensa, deixar uma mensagem aos agentes federais de imigração da cidade: "ICE, metam-se no c****** fora de Minneapolis!"
Já a secretária da Segurança Interna da cidade, Kristi Noem, descreveu a situação como "um ato de terrorismo doméstico".
Os oficiais do ICE já prenderam naquela cidade mais de mil pessoas desde o início do mês de dezembro, revelou a porta-voz do DHS.