09 jan, 2026 - 22:49 • Reuters
Donald Trump voltou esta sexta-feira à carga. O Presidente norte-americano afirma que os Estados Unidos precisam de assumir o controlo da Gronelândia para evitar que a Rússia ou a China a ocupem no futuro.
“Vamos fazer alguma coisa em relação à Gronelândia, gostem eles ou não. Porque, se não o fizermos, a Rússia ou a China vão tomar conta da Gronelândia, e nós não vamos ter a Rússia ou a China como vizinhos”, disse Trump aos jornalistas na Casa Branca, durante um encontro com executivos do setor petrolífero.
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Trump afirmou que os Estados Unidos têm de adquirir a Gronelândia, apesar de já manterem uma presença militar na ilha ao abrigo de um acordo de 1951, por considerar que esse tipo de entendimentos não é suficiente para garantir a sua defesa. A Gronelândia, com cerca de 57 mil habitantes, é um território autónomo do Reino da Dinamarca.
“Defende-se a propriedade. Não se defendem arrendamentos. E teremos de defender a Gronelândia. Se não o fizermos, a China ou a Rússia fá-lo-ão”, afirmou o Presidente norte-americano.
Entrevista Renascença
Bispo das Forças Armadas acompanha situação intern(...)
Trump e responsáveis da Casa Branca têm vindo a discutir vários planos para colocar a Gronelândia sob controlo dos Estados Unidos, incluindo um eventual recurso às forças armadas norte-americanas e o pagamento de uma quantia global aos groenlandeses, como parte de uma tentativa de os convencer a separar-se da Dinamarca e, potencialmente, a juntarem-se aos EUA.
As declarações de Trump e de outros responsáveis da Casa Branca, que reivindicam o direito dos Estados Unidos sobre a Gronelândia, têm sido mal recebidas, nos últimos dias, por líderes em Copenhaga e em vários países europeus. Os Estados Unidos e a Dinamarca são aliados no âmbito da NATO e estão vinculados por um acordo de defesa mútua.
Na terça-feira, Portugal, França, Alemanha, Itália, Polónia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca divulgaram uma declaração conjunta, sublinhando que apenas a Gronelândia e a Dinamarca podem decidir matérias relativas às suas relações.