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Cineastas iranianos denunciam “repressão flagrante” no Irão

10 jan, 2026 - 13:11 • Lusa

“O regime iraniano cortou as ferramentas de comunicação dentro do país” e “bloqueou todos os meios de contacto com o mundo exterior”, salientam Jafar Panahi e Mohammad Rasoulof, cineastas dissidentes.

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Os cineastas iranianos Jafar Panahi e Mohammad Rasoulof expressaram este sábado “profunda preocupação” face à “repressão flagrante” dos manifestantes no Irão, onde a Internet está bloqueada há 36 horas.

“O regime iraniano cortou as ferramentas de comunicação dentro do país” e “bloqueou todos os meios de contacto com o mundo exterior”, salientam os dois dissidentes numa mensagem publicada na conta do Instagram de Jafar Panahi, Palma de Ouro do último Festival de Cannes.

Alertando que “o recurso a tais medidas visa ocultar a violência infligida durante a repressão dos protestos”, os cineastas apelam à comunidade internacional para que “estabeleça meios de comunicação para monitorizar o que se passa no país”.

Depois de França, Alemanha e Reino Unido, hoje também a Noruega condenou o uso da força contra os manifestantes nas ruas do Irão, onde pelo menos 51 pessoas já morreram como resultado da repressão aos protestos antigovernamentais que abalam o país, segundo a Organização Não-Governamental (ONG) Iran Human Rights (IHRNGO), com sede em Oslo.

“Estou profundamente preocupado com a evolução dos acontecimentos no Irão”, afirmou em comunicado o ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega, Espen Barth Eide, sustentando que “o uso cruel e desnecessário da força contra os manifestantes é inaceitável e deve ser condenado”.

A Noruega apela ao Irão para que cumpra as obrigações internacionais, incluindo o direito à liberdade de expressão e de reunião: “Exorto as autoridades iranianas a respeitarem o direito dos manifestantes de se expressarem livremente e a garantirem o livre acesso à informação”, sublinhou o chefe da diplomacia norueguesa.

Defendendo que “o Irão deve ouvir o seu povo”, o ministro norueguês lamentou que, “em vez disso, infelizmente, as autoridades tentam mais uma vez reprimir a dissidência e limitar as expressões que não correspondem aos seus pontos de vista”.

Na sexta-feira, também França, Alemanha e Reino Unido condenaram “veementemente” o “assassínio” de manifestantes no Irão e apelaram à “contenção” por parte das autoridades de Teerão.

“Estamos profundamente preocupados com os relatos de violência perpetrada pelas forças de segurança iranianas e condenamos veementemente o assassínio de manifestantes”, disseram, num comunicado conjunto, o Presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

Os três líderes instaram as autoridades iranianas a “exercer contenção, abster-se de violência e respeitar os direitos fundamentais” dos cidadãos iranianos.

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