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Protestos no Irão: Trump admite intervenção apesar de contactos para negociação

12 jan, 2026 - 07:36 • Olímpia Mairos , com redação

A partir do exílio, Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, divulgou nova mensagem apelando às forças de segurança para que se juntem ao povo iraniano.

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Os Estados Unidos admitem ter em cima da mesa “opções muito fortes” em relação ao Irão, numa altura de crescente instabilidade no país. Ainda assim, o Presidente norte-americano Donald Trump revelou que líderes iranianos já o terão contactado com vista a uma possível negociação, estando a ser planeada uma reunião entre as partes.

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Apesar dessa abertura ao diálogo, Trump não exclui uma ação antes de qualquer encontro formal. Em declarações feitas esta madrugada a bordo do Air Force One, o presidente afirmou que a situação está a ser avaliada com seriedade pelas forças armadas norte-americanas.

“Aparentemente algumas pessoas foram mortas e não deveriam ter sido. Não sei se podemos chamá-los de líderes, não sei se são líderes ou se apenas governam através da violência, mas estamos a analisar a situação com seriedade. Os militares estão a analisar a situação, estamos a considerar algumas opções muito fortes. Tomaremos uma decisão”, declarou Donald Trump.

Apelo de opositor no exílio

Entretanto, nas últimas horas, o opositor ao regime iraniano no exílio Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, divulgou uma nova mensagem em vídeo na rede social X, apelando às forças de segurança para que se juntem ao povo iraniano.

“Querida nação iraniana, meus bravos compatriotas, funcionários de agências governamentais e das forças armadas e de segurança, vocês têm a oportunidade de se juntar ao povo e ser aliados da nação, ou escolher a cumplicidade com os assassinos da nação e carregar a vergonha e o desprezo do povo”, afirmou.

Na mesma mensagem, Reza Pahlavi dirigiu-se também às representações diplomáticas iranianas no estrangeiro: “No estrangeiro, todas as embaixadas e consulados do Irão pertencem à nação iraniana. É chegado o momento de, em vez da bandeira vergonhosa da República Islâmica, resgatarmos o nosso querido país”, disse.

Segundo dados avançados por organizações da oposição, os protestos contra a situação económica e social no Irão, que duram há cerca de duas semanas, já terão provocado mais de 500 mortos, entre manifestantes e elementos das forças de segurança.

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