12 jan, 2026 - 23:10 • Ricardo Vieira, com Reuters
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira que qualquer país que faça negócios com o Irão ficará sujeito a uma tarifa de 25% sobre todas as transacções comerciais com os Estados Unidos.
“Com efeitos imediatos, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irão pagará uma tarifa de 25% sobre qualquer e toda a atividade comercial realizada com os Estados Unidos da América”, escreveu Trump numa publicação na rede social Truth Social.
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“Esta ordem é final e definitiva”, acrescentou o Presidente norte-americano, que já admitiu a possibilidade de uma intervenção no Irão em resposta à repressão violenta de manifestações anti-regime.
Por seu lado, Teerão fez saber esta segunda-feira que mantém os canais de comunicação abertos com Washington.
O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, afirmou que Teerão está a analisar as ideias apresentadas por Washington, embora estas sejam “incompatíveis” com as ameaças dos Estados Unidos.
“As comunicações entre mim e [o enviado especial dos EUA, Steve] Witkoff prosseguiram antes e depois dos protestos e continuam em curso”, disse Abbas Araqchi, em declarações à Al Jazeera.
A organização de defesa dos direitos humanos HRANA, com sede nos Estados Unidos, afirmou ter verificado a morte de 599 pessoas — 510 manifestantes e 89 membros das forças de segurança. Desde o início dos protestos, a 28 de dezembro, que se espalharam por todo o país, 10.694 pessoas foram detidas, segundo a mesma fonte.
Estes não números não foram confirmados por fontes independentes.
Imagens de vídeo verificadas mostram iranianos no Instituto de Medicina Legal de Kahrizak, em Teerão, no domingo, junto a filas de sacos mortuários.
Entretanto, perante o agravamento da situação, o pessoal diplomático francês não essencial abandonou o Irão, segundo fontes próximas do processo citadas pelo jornal Le Figaro.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse esta segunda-feira que dois cidadãos portugueses pediram ajuda para sair do Irão.
Todos os portugueses no Irão estão identificados pelo Governo e não há razões para preocupação, sublinhou o chefe da diplomacia portuguesa.