Ouvir
  • Noticiário das 9h
  • 19 fev, 2026
A+ / A-

Estados Unidos

Gronelândia foi a Washington dizer que não está à venda

14 jan, 2026 - 19:49 • Ricardo Vieira, com Reuters

Ministros dos Negócios Estrangeiros da Gronelândia e da Dinamarca foram recebidos pela Administração Trump. EUA e o governo de Copenhaga vão criar grupo de trabalho.

A+ / A-

A Gronelândia pretende reforçar a cooperação com os Estados Unidos, mas não quer ser propriedade norte-americana, afirmou esta quarta-feira a ministra dos Negócios Estrangeiros.

Vivian Motzfeldt falava aos jornalistas após uma reunião, em Washington, com a Administração Trump.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

No encontro de alto nível com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e com o secretário de Estado, Marco Rubio, a chefe da diplomacia da Gronelândia esteve acompanhada pelo homólogo dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca disse que mantiveram uma “discussão franca, mas também construtiva” com responsáveis dos Estados Unidos sobre a Gronelândia.

EUA e Dinamarca criam grupo de trabalho

Rasmussen afirmou que os Estados Unidos e a Dinamarca vão criar um grupo de trabalho para discutir um vasto leque de questões relacionadas com o território ultramarino dinamarquês.

No entanto, deixou claro que Washington não alterou a sua posição de que deve adquirir a Gronelândia, um desfecho que Rasmussen e Motzfeldt classificaram como uma violação inaceitável da soberania.

“Não conseguimos mudar a posição americana”, disse Rasmussen aos jornalistas, à saída da embaixada da Dinamarca em Washington, após o final da reunião.

“É evidente que o Presidente [Donald Trump ]tem este desejo de conquistar a Gronelândia”, sublinhou o chefe da diplomacia dinamarquesa.

"Algo se resolverá", diz Trump

O Presidente dos Estados Unidos afirma que “algo se resolverá” em relação à Gronelândia, depois da reunião desta quarta-feira, em Washington.

“A Gronelândia é muito importante para a segurança nacional, incluindo a da Dinamarca”, declarou Trump.

“E o problema é que não há nada que a Dinamarca possa fazer se a Rússia ou a China quiserem ocupar a Gronelândia, mas há tudo o que nós podemos fazer. Ficaram a saber isso na semana passada com a Venezuela”, acrescentou.

Alemanha, Suécia e Noruega enviam militares

Perante as ameaças da Administração Trump, Alemanha, Suécia e Noruega preparam-se para enviar militares para a Gronelândia.

De acordo com o jornal Bild, uma missão de reconhecimento alemão poderá arrancar já na quinta-feira.

Antes da reunião desta quarta-feira, em Washington, a Dinamarca anunciou que vai reforçar a presença militar na Gronelândia e insistir no reforço da NATO no Ártico, afirmou o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa dinamarquês.

“Continuaremos a reforçar a nossa presença militar na Gronelândia, mas iremos também insistir no seio da NATO em mais exercícios e numa presença acrescida da Aliança no Ártico”, disse Troels Lund Poulsen.

Entretanto, os líderes do Parlamento Europeu apelaram esta quarta-feira à Comissão Europeia e aos Estados-membros para que ofereçam um “apoio concreto e tangível” à Gronelândia e à Dinamarca, ao mesmo tempo que condenaram as exigências dos Estados Unidos para assumir o controlo da Gronelândia.

“Declarações feitas pela administração Trump sobre a Gronelândia constituem um desafio flagrante ao direito internacional, aos princípios da Carta das Nações Unidas e à soberania e integridade territorial de um aliado da NATO”, afirmaram os líderes dos grupos políticos do Parlamento Europeu, num comunicado conjunto.

“A segurança do Ártico é uma prioridade estratégica para a União Europeia e estamos firmemente empenhados em protegê-la.”

[notícia atualizada às 22h53 - com declarações de Donald Trump]

Ouvir
  • Noticiário das 9h
  • 19 fev, 2026
Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+