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Ataque à Venezuela

Fluxo migratório entre Brasil e Venezuela desceu para metade este ano

15 jan, 2026 - 17:14 • Lusa

Até dia 13 deste ano, já foram registadas 1.014 entradas de cidadãos venezuelanos pela fronteiras brasileiras, enquanto que o dobro foi registado no mesmo período em 2025. "A situação é normal" em ambos os lados da fronteira, disse o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social do Brasil.

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O fluxo de migrantes e refugiados na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, no estado de Roraima, desceu para metade este ano, em comparação com o mesmo período dos dois anos anteriores, informou esta quinta-feira o governo.

Nos primeiros 13 dias de 2026, foram registadas 1.014 entradas de cidadãos venezuelanos pela cidade fronteiriça brasileira de Pacaraima, uma diminuição de 50% em relação às 2.121 pessoas que atravessaram a fronteira no mesmo período de 2025 e às 2.161 registadas em 2024.

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Os dados são da Operação Acolhimento, uma iniciativa criada pelo Brasil em 2018 para lidar com o fluxo migratório venezuelano nesta passagem de fronteira, e consiste no acolhimento e posterior recolocação voluntária e gratuita de migrantes e refugiados de municípios de Roraima para outras cidades do Brasil.

Durante uma visita aos postos de assistência localizados na fronteira, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social do Brasil, Wellington Dias, afirmou que, desde o início dos "momentos de tensão" entre os Estados Unidos e a Venezuela, "a situação é normal" em ambos os lados da fronteira.

Dados da Polícia Federal brasileira indicam que, entre 2018 e dezembro de 2025, cerca de 1,4 milhões de venezuelanos emigraram para o Brasil devido à grave crise política, económica e social, dos quais mais de 654 mil registaram a sua saída do país e cerca de 743 mil permaneceram em território brasileiro.

A Venezuela, que partilha uma fronteira de quase 2.200 quilómetros com o Brasil, fechou a passagem fronteiriça ao trânsito em duas ocasiões em janeiro do ano passado.

A primeira vez aconteceu devido à tomada de posse de Nicolás Maduro, depois de este se ter proclamado vencedor de uma eleição presidencial contestada e cujos resultados o Brasil não reconheceu.

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