16 jan, 2026 - 08:50 • Olímpia Mairos
O Conselho de Segurança das Nações Unidas apelou à contenção e à necessidade de evitar ataques ao Irão, num momento de agravamento da tensão internacional.
A situação foi discutida numa reunião realizada esta quinta-feira, convocada a pedido dos Estados Unidos, que reiteraram que “todas as opções continuam em cima da mesa”. Teerão, por sua vez, garante que irá responder a qualquer tipo de pressão externa.
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No terreno, o clima é descrito como de normalidade cautelosa. Em declarações à Renascença a partir de Teerão, o antigo internacional português Ricardo Sá Pinto, atualmente a treinar no Irão, admite apreensão, mas afasta, para já, a saída do país.
“Logicamente é apreensivo”, começa por dizer o treinador, explicando que acompanha a evolução da situação sobretudo através das notícias. “Vou acompanhando, de certa forma, aqui e acolá as notícias, mesmo não tendo rede no meu telemóvel ou internet a toda a altura. Tenho aqui responsabilidades. As pessoas gostam de mim, pediram-me para ficar”, diz.
Sá Pinto sublinha que o compromisso profissional e com a equipa pesa na decisão de permanecer. “Vamos ter um jogo daqui a três dias. Sinto-me na obrigação de continuar”, afirma, acrescentando que também os jogadores procuram alguma normalidade. “Há jogadores que querem treinar, que querem competir e que querem um bocadinho abstrair-se desta situação toda. E eu também sinto essa obrigação de dar essa parte.”
Apesar da tensão diplomática, o treinador garante que, para já, o quotidiano na capital iraniana não reflete um cenário de conflito. “O comércio está aberto, a restauração está aberta, as pessoas estão todas na rua. Toda a gente tem obrigações profissionais e está a trabalhar, uma vida normal”, descreve. “Não sinto um ambiente de guerra, um ambiente de medo”.
Ainda assim, admite estar preparado para um eventual agravamento da situação. “A qualquer altura algo pode acontecer e temos que estar preparados”, afirma, revelando que tem um plano delineado para sair do país, caso seja necessário. “Se o espaço aéreo for fechado, por via terrestre, enfim… estou minimamente preparado para me proteger.”
Para já, conclui, o cenário é de expectativa. “Por agora, as coisas estão calmas”, resume.