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UE convoca reunião de emergência de embaixadores após ameaça de tarifas de Trump ligadas à Gronelândia

17 jan, 2026 - 21:05 • Olímpia Mairos , com Reuters

A reunião de domingo deverá servir para avaliar o impacto potencial das medidas anunciadas por Washington e para definir uma posição comum da União Europeia face a uma possível escalada nas tensões comerciais transatlânticas.

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Os embaixadores dos 27 países da União Europeia vão reunir-se este domingo numa reunião de emergência, na sequência das declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu uma nova vaga de aumentos de tarifas sobre aliados europeus, associando-a à intenção norte-americana de adquirir a Gronelândia, avança a Reuters.

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A reunião foi convocada pelo Chipre, que detém atualmente a presidência rotativa do Conselho da UE por um período de seis meses. Segundo diplomatas europeus, citados pela Reuters, o encontro está marcado para as 17h00.

As declarações de Trump provocaram fortes reações em várias capitais europeias, com dirigentes a defenderem uma resposta firme e coordenada por parte da União Europeia, caso as ameaças se concretizem.

Entre as reações destaca-se a do Presidente francês, Emmanuel Macron, que considerou a eventual imposição de tarifas “inaceitável”. Numa mensagem publicada no sábado na rede social X, Macron garantiu que a Europa não se deixará intimidar.

“Nenhuma intimidação nem ameaça nos influenciará, nem na Ucrânia, nem na Gronelândia, nem em qualquer outra parte do mundo quando somos confrontados com este tipo de situações”, escreveu o chefe de Estado francês.

Macron sublinhou ainda que “as ameaças tarifárias são inaceitáveis e não têm lugar neste contexto”, acrescentando que, se forem confirmadas, “os europeus responderão de forma unida e coordenada”.

Também o presidente do Conselho Europeu garantiu, este sábado, que a União Europeia manterá uma posição firme na defesa do direito internacional e da integridade do seu território, na sequência de declarações do Presidente dos Estados Unidos da América que admitiu a imposição de taxas a países europeus que se oponham ao controlo da Gronelândia.

“Podemos afirmar com clareza que a União Europeia será sempre intransigente na defesa do direito internacional, em qualquer circunstância, começando naturalmente pelo território dos seus Estados-membros”, afirmou António Costa.

A reunião de domingo deverá servir para avaliar o impacto potencial das medidas anunciadas por Washington e para definir uma posição comum da União Europeia face a uma possível escalada nas tensões comerciais transatlânticas.

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  • Reciprocidade
    18 jan, 2026 É o que é preciso 18:34
    Agora que concluiram o acordo com o Mercosul, a perda dos mercados EUA não é assim tão catastrófica. Imponham aos EUA tarifas iguais, e se o pavão as aumentar... Façam o mesmo. E comecem a reduzir as compras de material de guerra americano, borrifando-se para isso dos 5% que nem sequer a América faz. Bastam 3,5%, vá lá, 4% para os paises ao pé da Rússia e comprar pelo menos 70% de material europeu. por cá, comecem por enterrar de vez a ideia de comprar F-35

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