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Nobel da Paz

Uma Coca Cola por um Nobel? Donald Trump quis recompensar Corina Machado

17 jan, 2026 - 00:19 • Catarina Magalhães

Corina Machado ofereceu a medalha do Nobel da Paz a Donald Trump e, depois do encontro, a líder da oposição venezuelana saiu da Casa Branca com um saco "vermelho republicano" com a assinatura estampada a dourado do Presidente norte-americano, com algumas lembranças.

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Sorridente e grato por reconhecerem "o trabalho que tem feito". Receber esta quinta-feira o prémio Nobel da Paz de Maria Corina Machado, a líder da oposição venezuelana, foi um dia em cheio para o Presidente norte-americano, Donald Trump.

Trump disse várias vezes que merecia ter sido galardoado com a medalha, porque já conseguiu acabar com "oito guerras", uma alegação que não é verdadeira.

Numa publicação nas redes sociais, Trump escreveu: “Maria ofereceu-me o seu Prémio Nobel da Paz pelo trabalho que tenho feito. Um gesto tão maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, Maria!” Mas, e em troca?

Depois do encontro, Corina Machado saiu da Casa Branca com um saco "vermelho republicano" com a assinatura estampada a dourado do Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), avançou a revista "Page Six".

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Para além do clássico boné "Make America Great Again" (em português, "Fazer a América Grande Outra Vez") que marcou a sua primeira campanha presidencial, outros brindes foram "cuidadosamente selecionados" para a laureada da Paz, outros convidados VIP e até para a família Trump.

Tendo como referência as recordações recebidas pelos outros convidados, Donald Trump poderá ter recompensado Corina Machado com a sua bebida favorita: uma diet coke, símbolo da economia norte-americana e capitalismo mundial.

Ou seja, uma Coca-Cola menos açucarada numa garrafa de vidro personalizada com o desenho da residência oficial e com a inscrição: "A tomada de posse do Presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, 20 de janeiro de 2025."

Entre os presentes, a opositora de Nicolás Maduro recebeu um diário com uma capa de couro vermelho com um esboço a dourado (uma das cores preferidas de Trump) do edifício do Capitólio e uma medalha a bronze com as silhuetas de Trump e do vice-Presidente dos EUA, JD Vance.

Segundo a mesma revista norte-americana, sabe-se ainda de um prato de couro vermelho para moedas e relógios, bem como de um pin com o desenho da Casa Branca com bandeiras hasteadas – e os dois objetos ornamentados, também, com detalhes dourados.

Para mostrar a gratidão do povo venezuelano pela deposição de Nicolás Maduro, detido a 3 de janeiro pelos EUA, a líder da oposição venezuelana já tinha revelado a intenção da oferenda no sábado, a 10 de janeiro, numa entrevista à estação televisiva norte-americana "Fox News".

Num comunicado, o Instituto Nobel já tinha afirmado que a decisão de atribuir um Prémio Nobel é "final e permanente" e "inseparável do laureado", citando os estatutos da Fundação.

Apesar disto, o instituto reconhece que não há restrições "sobre o que o laureado pode fazer com a medalha, o diploma ou prémio em dinheiro", acrescentando que Machado "tem a liberdade de guardar, doar, vender ou conceder esses artigos".

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