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América Latina

Confrontos entre grupos de guerrilha na Colômbia fazem 27 mortos

18 jan, 2026 - 16:54 • Reuters

Em confronto pelo controlo de uma área selvagem no sudoeste da Colômbia, pelo menos 27 membros de um grupo guerrilheiro de esquerda foram mortos em confrontos com uma fação rival. Em causa está uma região estratégica para a produção e tráfico de cocaína.

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Pelo menos 27 membros de um grupo guerrilheiro de esquerda na Colômbia foram mortos em confrontos com uma fação rival, numa disputa pelo controlo de uma área selvagem no sudoeste do país, informaram este domingo as autoridades militares.

Os confrontos, os mais violentos dos últimos meses, ocorreram na zona rural do município de El Retorno, no departamento de Guaviare, a 300 quilómetros (186 milhas) a sudoeste de Bogotá, segundo uma fonte militar. Trata-se de uma região

Os confrontos ocorreram entre uma fação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), liderada por Néstor Gregorio Vera, conhecido pelo nome de guerra Iván Mordisco, e outra liderada por Alexander Díaz Mendoza, vulgo Calarcá Córdoba, especificou uma segunda fonte militar.

Os dois grupos faziam parte do chamado Estado-Maior Central, mas separaram-se em abril de 2024 devido a disputas internas. As vítimas eram todas do grupo de Vera, segundo duas fontes militares, que falaram sob anonimato. Um líder do grupo de Mendoza também confirmou os confrontos e as 27 mortes.

A fação guerrilheira liderada por Díaz Mendoza está atualmente em negociações de paz com o presidente Gustavo Petro, enquanto o grupo de Vera continua as hostilidades depois de o governo ter suspendido um cessar-fogo bilateral. Estas facções, agora rivais, rejeitaram um acordo de paz de 2016 que permitiu a aproximadamente 13.000 membros das FARC abandonar a luta armada e reintegrar-se na sociedade após o desarmamento.

O conflito armado na Colômbia, que se estende por mais de seis décadas e é financiado principalmente pelo narcotráfico e pela mineração ilegal, resultou em mais de 450.000 mortes e milhões de deslocados, estando os esforços de paz de Petro actualmente paralisados.

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