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Conselho de Paz de Trump exige mil milhões de dólares para se ser membro permanente

18 jan, 2026 - 13:50 • João Malheiro

O valor não foi bem acolhido por outros países, incluindo Israel.

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Donald Trump tinha anunciado um Conselho de Paz para gerir a transição na Faixa de Gaza, depois do fim do conflito entre Israel e o Hamas, mas, na altura, não tinha revelado que pode haver um preço significativo a pagar.

O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) enviou cartas aos líderes de vários países a apelar que se juntem à iniciativa, em que aponta algumas das condições para quem se quiser tornar um estado-membro.

De acordo com a Bloomberg, o plano prevê que um país possa ter lugar assegurado durante três anos neste Conselho de Paz, sendo que poderá renovar a sua presença dependendo de uma decisão de Donald Trump. Os países que quiserem uma presença permanente têm uma forma de o assegurar: pagar mil milhões de dólares (mais de 864 milhões de euros) ao Conselho de Paz.

Não é claro, contudo, para que é que o dinheiro seria usado.

O valor não foi bem acolhido por outros países, incluindo Israel. Benjamim Netanhyahu terá rejeitado as condições, apesar da criação do Conselho de Paz estar ligada diretamente ao plano de paz na Faixa de Gaza.

Donald Trump assume-se como o líder deste Conselho de Paz e planeia populá-lo com algumas das figuras mais próximas da sua geopolítica: Steve Witkoff, Jared Kushner e Marco Rubio.

O antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair também deverá ser uma das figuras executivas da organização.

Os líderes de vários países europeus foram convidados a participar, assim como Ursula von der Leyen, enquanto representante da União Europeia.

Javier Milei terá garantido a presença da Argentina no Conselho de Paz, assim como Viktor Orbán terá assegurado a participação da Hungria.

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