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Ataque à Venezuela

Lula apela ao diálogo após intervenção dos EUA na Venezuela

18 jan, 2026 - 22:07 • Lusa

Perante a detenção de Nicolás Maduro, o Presidente brasileiro apela que se deve "superar as diferenças ideológicas", acrescentando que "o uso da força" nunca nos "aproximará do objetivo de combater a fome, a pobreza, o tráfico de drogas e as mudanças climáticas".

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O Presidente brasileiro, Lula da Silva, apelou este domingo para que se "superem as diferenças ideológicas" no âmbito da recente intervenção militar dos Estados Unidos da América para capturar o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, uma ação que criticou por implicar o uso da força.

"Os nossos países devem aspirar a uma agenda regional positiva que possa superar as diferenças ideológicas. Queremos atrair investimentos em infraestruturas físicas e digitais, promover empregos de qualidade, gerar renda e ampliar o comércio dentro da região e com países de fora", destacou Lula da Silva num artigo de opinião publicado no "The New York Times".

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Tudo isso, acrescentou, para mobilizar os recursos "tão necessários para combater a fome, a pobreza, o tráfico de drogas e as mudanças climáticas".

Luiz Inácio Lula da Silva argumentou que "o uso da força" nunca nos "aproximará desses objetivos", criticando a intervenção militar norte-americana na Venezuela, que representa "a primeira vez em mais de 200 anos de história independente que a América do Sul foi atacada diretamente pelos Estados Unidos", embora lembre que "forças americanas já tenham intervindo anteriormente na região".

Os bombardeamentos e a incursão norte-americana a 3 de janeiro em Caracas marcaram "um novo capítulo lamentável da contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral instaurada após a Segunda Guerra Mundial", criticou o chefe de Estado brasileiro.

"Quando o uso da força para resolver disputas passa de exceção a regra, a paz, a segurança e a estabilidade globais ficam ameaçadas", criticou.

Para Lula da Silva, "é crucial" que os líderes das principais potências "compreendam que um mundo em permanente hostilidade não é viável", salientando: "Não importa o quão fortes sejam essas potências, elas não podem depender apenas do medo e da coação".

Assim, o Presidente do Brasil advogou que o futuro da Venezuela e de qualquer outro país deve estar nas mãos do seu próprio povo. "Só um processo político inclusivo liderado pelos venezuelanos levará a um futuro democrático e sustentável", frisou.

Lula da Silva sublinhou ainda que os países latino-americanos "não se submeterão a corporações hegemónicas".

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