18 jan, 2026 - 19:38 • Catarina Magalhães, com Reuters
Os principais Estados da União Europeia (UE) estão a ponderar aplicar tarifas de 93 mil milhões de euros aos Estados Unidos da América (EUA) após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçar aplicar tarifas de 10% à Dinamarca e outros países europeus que apoiam a Gronelândia.
A notícia avançada este domingo pelo jornal "Financial Times" revela ainda que, em alternativa, os 27 também estão a avaliar restringir o acesso das empresas norte-americanas ao mercado europeu.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
Considerando o anúncio de Trump deste sábado como uma chantagem, as medidas de retaliação da UE que estão a ser preparadas já tinham sido preparadas no ano passado, mas foram "suspensas para evitar uma guerra comercial em grande escala", avançou o jornal norte-americano.
A reunião de urgência deste domingo convocada de véspera pelo Chipre, que detém atualmente a presidência rotativa do Conselho da UE por um período de seis meses, procura criar uma resposta firme e coordenada por parte da UE, caso as ameaças se concretizem.
"A tarifa será aumentada para 25%" a 1 de junho, c(...)
"O objetivo é encontrar um compromisso que evite uma rutura profunda na aliança militar ocidental, o que representaria uma ameaça existencial à segurança da Europa", lê-se no mesmo jornal.
Já sujeitos a tarifas norte-americanas de 10% e 15%, Trump prometeu no sábado aumentar estes valores sobre os membros da UE.
Em particular, o Presidente norte-americano procura implementar tarifas na Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia, bem como sobre o Reino Unido e a Noruega, até que os Estados Unidos sejam autorizados a comprar a Gronelândia.
Em estreita cooperação com os aliados, a França, Alemanha, Suécia e Noruega já enviaram esta semana um contingente militar de 33 soldados na "Operação Resistência Ártica".