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Ferrovia

Acidente em Espanha. Sindicato tinha alertado para problemas nos carris em agosto

19 jan, 2026 - 12:10 • João Malheiro , João Pedro Quesado

Maquinistas queixavam-se diariamente das condições da linha de alta velocidade, mas não terão recebido resposta da ADIF.

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Um sindicato de maquinistas espanhóis já tinha alertado em agosto para problemas nos carris e outras infraestruturas da rede de alta velocidade, incluindo no local onde ocorreu uma colisão fatal entre dois comboios, este domingo.

Tal como a Renascença tinha noticiado em agosto, o sindicato alertava para o desgaste dos carris, depressões e lombas que criavam danos frequentes aos veículos públicos. A velocidade máxima no local do acidente é de 250 km/h.

Segundo a carta, os maquinistas queixavam-se diariamente das condições da linha de alta velocidade, mas não terão recebido resposta da ADIF - Administrador de Infraestructuras Ferroviarias. A Reuters tentou contactar a ADIF, não tendo recebido, por agora, qualquer resposta.

Um porta-voz do sindicato referiu então que "o uso intensivo das linhas com tantos operadores exige uma manutenção significativamente maior" — grande parte das linhas de alta velocidade em Espanha conta com serviços da Renfe, tanto na versão habitual como o serviço low-cost Avlo, da SNCF através da marca low-cost Ouigo, e ainda da Iryo, operadora que já mostrou interesse em operar em Portugal.

Pelo menos 39 pessoas morreram e 75 foram hospitalizadas, 15 em estado grave, na sequência de um acidente ferroviário este domingo em Córdova, Espanha.

"Vimos pessoas a morrer e não podíamos fazer nada". Os testemunhos do descarrilamento de comboios em Espanha
"Vimos pessoas a morrer e não podíamos fazer nada". Os testemunhos do descarrilamento de comboios em Espanha

O presidente do Governo Regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno detalhou numa declaração à imprensa que a maioria dos feridos foi encaminhada para o Hospital Raínha Sofia de Córdova.

O acidente ocorreu por volta das 19h45, quando algumas composições de um comboio da empresa privada Iryo, que ligava Málaga a Madrid, descarrilaram e invadiram outra via, num momento em passava outro comboio, em sentido contrário, da empresa pública Renfe, que fazia a ligação Madrid-Huelva.

Sempre segundo o ministro, o choque com os vagões que descarrilaram fez "sair disparadas" da via as duas primeiras carruagens do comboio Alvia, da Renfe, onde seguia a maioria das vítimas mortais.

No comboio da Iryo viajavam 317 pessoas, segundo a empresa, e no da Renfe iam cerca de 200. As duas primeiras carruagens, que saltaram dos carris, levavam 37 pessoas, segundo o ministro.

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