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Tensão na Gronelândia

Von der Leyen pede respeito pela soberania da Gronelândia à delegação dos EUA

19 jan, 2026 - 22:45 • Lusa

Perante as ameaças de Donald Trump de anexação da Gronelândia aos Estados Unidos da América, a presidente da Comissão Europeia reforçou a necessidade de "respeitar inequivocamente" a soberania da Gronelândia e Dinamarca.

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, transmitiu esta segunda-feira à delegação do Congresso dos Estados Unidos da América (EUA) a necessidade de "respeitar inequivocamente" a soberania da Gronelândia e Dinamarca, perante as ameaças de anexação pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

A política alemã reiterou esta posição num encontro com a delegação bipartidária do congresso em Davos, na Suíça.

"Isto é da maior importância para a nossa relação transatlântica", sublinhou, numa nota divulgada na rede social X (antigo Twitter).

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Ursula Von der Leyen garantiu que a União Europeia (UE) continua "pronta para continuar a trabalhar em estreita colaboração com os Estados Unidos, a NATO, outros aliados e com a Dinamarca para promover os nossos interesses comuns de segurança".

As delegações discutiram também o comércio e o investimento transatlânticos, com a líder da Comissão Europeia a considerar que estes são "um importante trunfo tanto para a economia da UE como para a dos EUA". "As tarifas contrariam estes interesses comuns", apontou.

Von der Leyen adiantou também que as equipas da UE e EUA discutiram também os "esforços conjuntos para alcançar uma paz justa e duradoura na Ucrânia". "Este processo beneficia de uma forte coordenação entre a UE e os EUA, desde as garantias de segurança até um caminho para a prosperidade", vincou.

Donald Trump insiste há meses que os Estados Unidos devem controlar a Gronelândia, um território autónomo da Dinamarca (membro da NATO), considerando que qualquer coisa menos do que a ilha ártica estar em mãos norte-americanas seria inaceitável.

A Gronelândia, uma vasta ilha ártica com uma população de 57 mil habitantes, possui recursos minerais significativos, a maioria dos quais ainda inexplorados, além de uma localização estratégica.

As ameaças não alteram a posição do território, que se mantém fiel ao direito à autodeterminação e à soberania, insistiu o primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen.

Trump ameaçou impor tarifas de 10% sobre as importações de oito países europeus, incluindo França, Reino Unido e Alemanha, a partir de 1 de fevereiro devido ao apoio à Dinamarca, contrariando as suas ambições na Gronelândia, o que já teve impacto nas principais bolsas europeias.

As tarifas, que afetam alguns dos principais aliados de Washington na NATO, serão aumentadas para 25% a partir de 1 de junho até que se chegue a um acordo para o controlo completo total da Gronelândia.

A UE continua a defender o diálogo face às ameaças, avisando porém que está "pronta para reagir" e dispõe de instrumentos para o fazer.

Os líderes europeus reúnem-se na noite desta quinta-feira numa cimeira extraordinária em Bruxelas para discutir as repetidas ameaças de Trump relativamente à Gronelândia e à imposição de tarifas.

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    20 jan, 2026 que não sejam mais reuniões ou palavrório 11:01
    Em lugar de palavras ocas sobre "aliados" e "direito internacional", reforcem mas é a presenção militar europeia naquelas bandas. às tarifas do pavão, respondam com tarifas iguais sobre os EUA. Mandem às malvas os 5% que o parvo quer e que só serve para comprar armamento à América e estipulem 3,5% e comprar Europeu no mínimo de 70%. E se ele insistir e falar no abandono da NATO ou da Europa, mandem-no fechar as bases que ocupa na Europa. Se não tenciona ajudar, então não estão cá a fazer nada.

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