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Canadá prepara-se para invasão militar dos EUA com táticas de milícia

21 jan, 2026 - 12:35 • João Pedro Quesado

As Forças Armadas do Canadá esperam ser dominadas em uma semana pelos Estados Unidos. Para responder, podem recorrer a civis armados para fazer emboscadas, sabotagens, ataques com drones e em fuga.

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O Canadá está a preparar-se para responder a uma invasão militar dos Estados Unidos da América, segundo a imprensa canadiana. A estratégia inclui o uso de táticas de milícia, semelhantes às dos grupos rebeldes no Afeganistão.

Segundo o The Globe and Mail, as Forças Armadas canadianas preveem o recurso a táticas não convencionais, com grupos pequenos de “militares irregulares” — com pouco treino — “ou civis armados” a levar a cabo emboscadas, sabotagens, ataques com drones e em fuga.

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Este modelo militar — não um plano militar — deve-se à dimensão das Forças Armadas do Canadá, com 71.500 efetivos e 30 mil reservistas. Os Estados Unidos têm 2,8 milhões de pessoas alistadas no Exército, e os fuzileiros navais (Marines) têm 186 mil militares ativos.

Uma das fontes do jornal canadiano afirmou que o modelo inclui táticas utilizadas pelos “mujahidin” afegãos na guerra contra a União Soviética, entre 1979 e 1989. As mesmas táticas foram empregues pelos talibã na guerra de 20 anos contra os EUA, com o uso de engenhos explosivos.

As Forças Armadas canadianas consideram que, numa invasão dos EUA a partir do sul, as forças americanas vão dominar as canadianas no espaço de uma semana — ou até em dois dias.

Um dos sinais de que um ataque poderia estar a ser preparado seria o fim da parceria dos EUA e do Canadá no NORAD (North American Aerospace Defence Command, ou Comando de Defesa Aeroespacial Norte-Americano).

A chefia das Forças Armadas do Canadá planeia criar uma reserva de mais de 400 mil voluntários, que podem ser armados ou utilizados para criar disrupções às forças americanas.

Donald Trump tem falado repetidamente de transformar o Canadá no “51.º estado” dos EUA. O último plano conhecido dos Estados Unidos para invadir o Canadá, o “War Plan Red”, é do período entre a Primeira e Segunda Guerras Mundiais. A cor vermelha refere-se a uma potencial guerra com o então Império Britânico, a que o Canadá pertencia.

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  • Guerrilha
    21 jan, 2026 já venceu grandes potências 13:59
    Bem, já em plena Guerra Fria, havia Generais que diziam para a Europa "esquecer" armas nucleares e grandes exércitos, e o melhor era estabelecer em cada País um novo Afeganistão, com táticas de guerrilha que fizesse a então União Sovietica arrepender-se amargamente de ter invadido a Europa. Se os efetivos canadianos são esses e não tenciona mudar as coisas, a guerrilha é o caminho a seguir. Mas duvido que as coisas cheguem aí, até porque se é verdade o que dizem, em Novembro com a perda de Maioria no Senado e no Congresso, os poderes de Trump ficam muito diminuídos e frescuras deste tipo, serão muito mais difíceis, embora não impossíveis.

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