21 jan, 2026 - 08:45 • João Malheiro
António Costa garante que a União Europeia (UE) está pronta para se defender de qualquer tipo de coerção, numa referência à pressão exercida por Donald Trump para tomar controlo da Gronelândia.
Em Estrasburgo, o presidente do Conselho Europeu refere que a Europa está unida à volta dos princípios do Direito Internacional e em solidariedade com a Dinamarca.
Apesar de reconhecer um interesse transatlântico "na paz e segurança do Ártico", Costa sublinha que a imposição de tarifas por parte dos Estados Unidos da América (EUA) "são incompatíveis e podem minar" as relações entre os dois continentes.
O presidente do Conselho Europeu reitera a vontade de dialogar, contudo não deixa de indicar que "não se pode aceitar que a lei do mais forte prevaleça sobre os direitos do mais fraco".
"As alianças não se podem resumir a uma sequência de transações. Não podemos aceitar a violação do direito internacional, quer seja na Ucrânia, na Gronelândia, na América Latina, em África ou na Faixa de Gaza", aponta, ainda.
Política
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Depois de António Costa, foi a vez da presidente da Comissão Europeia falar, sublinhando a necessidade da Europa se tornar mais independente.
"Num mundo sei lei, a Europa tem de ter o seu próprio poder", realça.
"Uma economia forte, um mercado único vivo, uma capacidade de inovação tecnológica, sociedades unidas e uma capacidade real de nos defendermos", enumera, ainda.
Ursula von der Leyen diz que a UE prefere sempre diálogo e soluções, "mas está pronta para agir, se necessário, com união, urgência e determinação".
E isso também passa por manter o foco e a pressão na guerra da Ucrânia, que é "mais importante do que nunca", garantindo, ao mesmo tempo, disponibilidade para trabalhar com os EUA para assegurar a segurança no Ártico.