Ferrovia
Espanha: Maquinistas marcam greve geral de três dias após acidentes graves
21 jan, 2026 - 18:42 • João Pedro Quesado
O sindicato vai "exigir a responsabilidade criminal das pessoas responsáveis por garantir a segurança da infraestrutura ferroviária", e não quer o regresso do serviço ferroviário na Catalunha "sem garantias de segurança suficientes para a circulação".
O Sindicato Espanhol de Maquinistas Ferroviários anunciou esta quarta-feira uma greve geral de três dias no setor ferroviário em resposta à sucessão de acidentes graves registados desde domingo. Entre as vítimas mortais dos acidentes estão dois maquinistas.
A greve geral foi marcada pelo SEMAF para os dias 9, 10 e 11 de fevereiro, e abrange as várias empresas do setor, segundo o comunicado. O sindicato já tinha avisado para uma deterioração das condições de segurança em várias linhas, e chegou a pedir, em agosto, a redução da velocidade máxima em várias linhas de alta velocidade.
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Um maquinista morreu na noite de terça-feira, devido à colisão de um comboio regional com um muro de contenção que tinha caído para a via férrea. A tempestade sentida na Catalunha levou ainda ao descarrilamento de outro comboio regional em Maçanet, quando embateu numa pedra solta na linha.
O maquinista do comboio da Renfe é uma das 43 vítimas mortais do descarrilamento e colisão de dois comboios na zona de Adamuz, perto de Córdoba, na linha de alta velocidade entre Madrid e Sevilha. O comboio da Renfe, do serviço Alvia, embateu em três carruagens descarriladas de um comboio da empresa privada Iryo.
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"Todos os membros do SEMAF estão devastados e consideram inaceitável esta situação de deterioração constante da ferrovia. Devem ser implementadas diferentes medidas com urgência na nossa rede para garantir a integridade de profissionais e utilizadores", afirma o sindicato, apontando que "assim que tomou conhecimento dos descarrilamentos, tomou as medidas necessárias para paralisar o tráfego de todos os comboios que circulavam da Rodalies [comboios regionais]".
O sindicato vai "exigir a responsabilidade criminal das pessoas responsáveis por garantir a segurança da infraestrutura ferroviária", e não quer o regresso do serviço ferroviário na Catalunha "sem garantias de segurança suficientes para a circulação".
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