EUA
Conselho de Paz de Trump ratificado. Mundo "está hoje mais seguro do que há um ano"
22 jan, 2026 - 10:55 • João Malheiro
O chefe de Estado norte-americano aproveitou o discurso para criticar a ONU por não ter sido capaz "de acabar com oito guerras".
O Conselho de Paz proposto e liderado por Donald Trump foi ratificado esta quinta-feira, em Davos, na Suíça.
Apesar de ter dito "que todos querem fazer parte" desta nova organização, em palco com o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) estiveram líderes de menos de 20 países, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paraguai, Argentina ou Hungria.
Num discurso que antecedeu à assinatura do acordo que oficializa a criação deste Conselho da Paz, Donald Trump voltou a autoelogiar os seus primeiros 365 dias de mandato, considerando que "o mundo está hoje mais seguro do que há um ano".
O chefe de Estado norte-americano aproveitou o discurso para criticar a Organização das Nações Unidas (ONU) por não ter sido capaz "de acabar com oito guerras". No entanto, garante que este novo Conselho da Paz quer trabalhar em conjunto com a ONU.
Nestas declarações em palco, Trump voltou a celebrar a operação na Venezuela que levou à captura de Nicolás Maduro e prometeu ao povo venezuelano "mais riqueza no curto-prazo do que fizeram em anos".
Já sobre a Faixa de Gaza, o Presidente dos EUA admite que ainda há "pequenos fogos" a apagar. De assinalar que, apesar do Conselho de Paz ter sido anunciado numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu não esteve presente na cerimónia desta quinta-feira.
De acordo com a imprensa internacional, Israel não está satisfeito com a exigência de pagar mil milhões de dólares para se tornar um membro permanente do Conselho de Paz. Esta proposta também não foi bem acolhida na Europa e foi notória a ausência de países importantes no quadro da União Europeia, como a Alemanha, a França, o Reino Unido, Itália, entre outros.
Quem também não esteve presente foi Vladimir Putin, apesar de Trump ter dito que o líder da Rússia tinha aceitado o convite para integrar o Conselho de Paz.
- Noticiário das 19h
- 19 jul, 2026





