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Acordo para a Gronelândia pode criar nova missão da NATO e restringir acesso da Rússia e China aos minerais raros

23 jan, 2026 - 16:21 • João Pedro Quesado

Trump e Rutte reuniram na quarta-feira, em Davos, à margem do Fórum Económico Mundial. O Presidente norte-americano anunciou então uma marcha-atrás nas tarifas sobre países da UE previstas para 1 de fevereiro, mas não deu mais detalhes.

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O acordo sobre a Gronelândia entre Donald Trump e Mark Rutte, secretário-geral da NATO, pode criar uma nova missão da NATO e restringir o acesso de países fora da Aliança Atlântica aos minerais raros do território da Dinamarca. Os detalhes foram avançados pela CNN e pelo The New York Times.

Segundo os dois órgãos norte-americanos, o acordo implica uma nova missão da NATO no território. O nome referido é "Sentinela do Ártico", semelhante ao de missões no mar Báltico e na Europa de Leste já existentes, com o objetivo de contrariar movimentações da Rússia.

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Outra possibilidade para o acordo é a limitação, para países de fora da NATO, como a Rússia e a China, de obter direitos para explorar os minerais raros presentes no subsolo da Gronelândia. Estes minerais são úteis tanto para a indústria de defesa como para a indústria tecnológica.

Uma hipótese é, ainda, a expansão do acordo de 1951 entre os Estados Unidos da América e a Dinamarca. O pacto dá acesso militar aos EUA na Gronelândia, e permite a construção de bases militares. A expansão do acordo serviria para dar aos Estados Unidos soberania sobre os terrenos onde estão as bases militares — tornando-os, efetivamente, territórios dos EUA.

De acordo com a CNN, o acordo não foi colocado em escrito por vontade de Mark Rutte, preocupado com fugas de informação ou que Trump os divulgasse, como aconteceu com as mensagens privadas com Rutte e Macron.

Trump e Rutte reuniram na quarta-feira, em Davos, à margem do Fórum Económico Mundial. O Presidente norte-americano anunciou então uma marcha-atrás nas tarifas sobre países da UE previstas para 1 de fevereiro, mas não deu mais detalhes sobre o "esboço para um futuro acordo".

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  • Subserviente
    24 jan, 2026 mas é o que há 12:11
    Rutte é muitas vezes acusado de servir mais aos EUA que à Europa, o que tem um fundo de verdade: ele é demasiado subserviente para com Trump. Mas se é para falar alto e grosso, então não só substituam Rutte, como arranjem Força Real para dizer aos EUA Trumpistas: "That's far enough, cowboys"

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