Reino Unido
Starmer e príncipe Harry indignados com declarações de Trump sobre tropas europeias no Afeganistão
23 jan, 2026 - 23:35
Presidente norte-americano disse que militares europeus estiveram "um pouco afastados das linhas da frente”. Os dados dizem que só o Reino Unido perdeu 457 militares no Afeganistão.
Declarações de Donald Trump sobre a falta de empenho de tropas europeias na linha da frente no Afeganistão estão a provocar um “terramoto” de indignação no Reino Unido.
Do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ao príncipe Harry, várias personalidades pediram respeito ao Presidente norte-americano.
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Keir Starmer classificou como “insultuosos” e “chocantes” os comentários de Donald Trump, sobre o facto de as tropas europeias terem permanecido afastadas das linhas da frente no Afeganistão, juntando-se a um coro de críticas de outros responsáveis europeus e de veteranos.
“Considero as declarações do Presidente Trump insultuosas e, francamente, chocantes, e não me surpreende que tenham causado tanta dor aos familiares daqueles que foram mortos ou feridos”, afirmou o primeiro-ministro britânico.
Questionado pelos jornalistas, Starmer deixou implícito que Trump deveria retratar-se. “Se eu tivesse cometido um lapso dessa natureza ou proferido tais palavras, certamente pediria desculpa”, sublinhou.
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O Reino Unido perdeu 457 militares no Afeganistão, o seu conflito externo mais mortífero desde a década de 1950. Durante vários dos anos mais intensos da guerra, liderou a campanha aliada na província de Helmand, a maior e mais violenta do país, ao mesmo tempo que combatia como principal aliado dos Estados Unidos no terreno no Iraque.
No programa “Mornings with Maria”, da Fox Business Network, Trump afirmou, na quinta-feira, que os Estados Unidos “nunca precisaram” da aliança transatlântica e acusou os aliados de terem permanecido “um pouco afastados das linhas da frente” no Afeganistão.
O ministro dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos, David van Weel, condenou as declarações de Trump sobre o Afeganistão, classificando-as como falsas e desrespeitosas.
O príncipe Harry, do Reino Unido, que serviu no Afeganistão, também reagiu. “Esses sacrifícios merecem ser retratados com verdade e respeito”, afirmou em comunicado.
"Eu servi no Afeganistão. Fiz lá amigos para a vida. E perdi amigos lá. Só o Reino Unido teve 457 militares mortos", declarou príncipe Harry.
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