24 jan, 2026 - 23:22 • Diogo Camilo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz que o país irá garantir a soberania do território da Gronelândia onde ficarão instaladas futuras bases militares norte-americanas.
Em entrevista ao The New York Post, Trump não adiantou pormenores em relação ao pré-acordo anunciado na quarta-feira durante o Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça, mas garante que os Estados Unidos conseguirão soberania sobre bases militares na ilha, como a Base Espacial de Pituffik.
"Teremos tudo o que quisermos. Estamos a manter conversas interessantes", disse ao jornal norte-americano.
A base da Força Aérea norte-americana continua a ser território dos Estados Unidos, após um acordo assinado com a Dinamarca em 1951 — e que foi atualizado em 2004.
Na quarta-feira, Trump recuou na intenção de cobrar tarifas aos países europeus que estão contra a anexação da Gronelândia pelos Estados Unidos, adiantando que tinha sido criado um "esboço para um futuro acordo" relativamente à Gronelândia e, de forma mais ampla, "a toda a região do Ártico".
Em entrevista ao canal televisivo norte-americano FoxBusiness, Trump adiantou que os Estados Unidos terão "todo o acesso militar" que quiserem na Gronelândia. "Podemos pôr o que precisarmos na Gronelândia porque queremos", disse Trump, acrescentando: "Essencialmente, é acesso total, não há fim, não há limite de tempo."
Na reunião com Mark Rutte, secretário-geral da NATO, na quarta-feira, terá sido discutida a hipótese que permite a construção de bases militares.
O acordo será semelhante ao estatuto das bases militares britânicas no Chipre, que continuam sob soberania do Reino Unido desde a independência da ilha do Mar Mediterrâneo, em 1960.
Os Estados Unidos reduziram a presença militar de 17 bases na Gronelândia em 1945 para uma única base com cerca de 150 elementos e mais de 300 funcionários atualmente, muitos dos quais cidadãos dinamarqueses ou gronelandeses.