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Guerra na Ucrânia

Zelensky cauteloso sobre "preparação" da Rússia para paz

24 jan, 2026 - 02:58 • Lusa

Negociações em Abu Dhabi entre representantes russos, ucranianos e norte-americanos continuam no sábado.

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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta sexta-feira ser "demasiado cedo” para avaliar a nova ronda de negociações em Abu Dhabi sobre o fim da invasão russa, e salientou ser necessário aferir a prontidão de Moscovo para a paz.

As primeiras negociações em Abu Dhabi entre representantes russos, ucranianos e norte-americanos terminaram na sexta-feira à noite, anunciou a presidência ucraniana, estando novas discussões agendadas para sábado.

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No seu habitual discurso noturno Zelensky, reconheceu que a reunião desta sexta-feira foi "importante" porque "já não se realizavam reuniões trilaterais deste tipo há muito tempo", mas mostrou-se cauteloso quanto às intenções russas.

"O ponto crucial é que a Rússia precisa de estar preparada para pôr fim a esta guerra, a mesma que começou. A posição da Ucrânia é clara", disse o Presidente ucraniano.

"Quanto ao conteúdo das conversas de hoje, ainda é demasiado cedo para tirar conclusões. Veremos como a conversa se desenrola amanhã (sábado) e que resultados produzirá", adiantou Volodymyr Zelensky.

O que diz a Rússia?

Antes, o negociador-chefe ucraniano, Rustem Umerov, referiu na rede social X que a reunião em Abu Dhabi "centrou-se nos parâmetros para o fim da guerra travada pela Rússia e nos próximos passos lógicos no processo negocial, visando avançar para uma paz digna e duradoura".

"Novas reuniões estão agendadas para amanhã (sábado)", acrescentou.

Estas discussões constituem as primeiras negociações diretas conhecidas entre Moscovo e Kiev sobre o plano proposto pelos Estados Unidos para pôr fim a quatro anos de guerra.

Um dos pontos de discórdia é o destino dos territórios no leste da Ucrânia, com a Rússia a exigir que Kiev retire as suas forças dos cerca de 30% da região de Donetsk que ainda controla.

O encontro em Abu Dhabi começou um dia depois de dois encontros de alto nível, um em Davos entre o Volodymyr Zelensky e o seu homólogo norte-americano Donald Trump, e o outro em Moscovo entre Vladimir Putin e os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner.

As negociações diretas anteriores entre a Rússia e a Ucrânia durante o primeiro ano da guerra, em 2022, e várias vezes em 2025, em Istambul resultaram apenas na troca de prisioneiros e de restos mortais de soldados.

A Rússia exige a retirada das tropas ucranianas do Donbass, na região industrial do leste da Ucrânia, e um compromisso de Kiev de não aderir à NATO.

Nos últimos meses, a Rússia intensificou os ataques à rede energética ucraniana, provocando cortes massivos de eletricidade e aquecimento, especialmente na capital ucraniana, que enfrenta temperaturas gélidas.

Zelensky proferiu um discurso particularmente duro em Davos na quinta-feira contra os seus principais apoiantes, dizendo ver uma Europa "fragmentada" e "perdida", quando se trata de influenciar as posições de Donald Trump, e sem "vontade política" face a Vladimir Putin.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

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    24 jan, 2026 É a Ucrânia, não é a paz 11:46
    A Rússia não quer a Paz, quer a Ucrânia. Ponto final. Perdida a ocupação de Kiev em 10 dias, e após 4 anos de guerra, onde dos 30% de ocupação nos primeiros 4 meses, desceram para 20% e cada vez é necessário maior esforço em vidas e material para manterem ilusões de avanços - apenas bombardeiam civis e instalações de energia para disfarçar que no terreno estão a levar à grande - a ideia é obter na secretaria com o auxilio do pavão americano, o que não conseguem no campo de batalha, e no futuro, influenciar as eleições para um candidato das Moscóvia, que consiga por tropas russas em Kiev, sem o exército ucraniano disparar um tiro. Mas acho que esse tipo, iria era cair duma janela do prédio mais alto de Kiev, quando começasse a manobrar a favor de Putin

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