Ouvir
  • Noticiário das 15h
  • 21 jul, 2026
A+ / A-

Empresas

Depois de enviar mail por engano, Amazon confirma despedimento de 16 mil pessoas

28 jan, 2026 - 13:46 • Reuters

A Amazon afirmou também que contratou em excesso durante a pandemia de Covid-19, quando a procura por compras online disparou.

A+ / A-

A Amazon confirmou, esta quarta-feira, o corte de 16.000 postos de trabalho corporativos, o que, somando-se aos últimos despedimentos, irá totalizar uma redução de 30 mil trabalhadores desde outubro. Em cima da mesa mantém-se a hipótese de novos cortes.

Embora 30 mil seja uma pequena fração dos 1,58 milhões de trabalhadores da Amazon — a maioria opera em centros e armazéns —, corresponde a quase 10% da sua força de trabalho corporativa, ou seja, daqueles que fazem trabalho de escritório, cumprindo um horário de segunda a sexta-feira.

A Reuters noticiou pela primeira vez, na semana passada, que a Amazon planeava uma segunda ronda de cortes como parte de um objetivo mais amplo. Estes foram necessários para reforçar a empresa através da “redução de camadas, aumento da responsabilização e eliminação da burocracia”, afirmou Beth Galetti, principal responsável de recursos humanos da Amazon, numa publicação nas redes sociais.

Galetti deixou em aberto a possibilidade de mais despedimentos, dizendo que algumas equipas continuarão a “fazer ajustes conforme apropriado”.

Os mais recentes cortes assinalam a segunda grande ronda de despedimentos em três meses, depois de a Amazon ter reduzido 14 mil empregos em outubro, apontando então a inteligência artificial e preocupações com mudanças na cultura corporativa como fatores determinantes.

A Amazon afirmou também que contratou em excesso durante a pandemia de Covid-19, quando a procura por compras online disparou.

“Alguns de vós poderão perguntar se este é o início de um novo ritmo — em que anunciamos reduções abrangentes a cada poucos meses”, escreveu Galetti na nota de quarta-feira. “Não é esse o nosso plano”, acrescentou.

Na terça-feira, a Amazon enviou por engano um e-mail que parecia referir-se ao plano de despedimentos como “Project Dawn” a alguns funcionários da Amazon Web Services, causando inquietação entre milhares de trabalhadores.

Inteligência Artificial leva a despedimentos

Os cortes sublinham também a forma como a inteligência artificial está a alterar a dinâmica das forças de trabalho. Melhorias significativas nos assistentes de IA estão a ajudar as empresas a executar tarefas que vão desde funções administrativas rotineiras até problemas complexos de programação, com rapidez e precisão, impulsionando uma adoção generalizada.

O CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou no verão passado que o uso crescente de ferramentas de IA conduziria a uma maior automatização de funções, resultando em perdas de empregos corporativos.

Executivos presentes na reunião anual do Fórum Económico Mundial, em Davos, disseram na semana passada que, embora alguns empregos desapareçam, outros surgirão, com dois a afirmarem à Reuters que a IA seria usada como pretexto por empresas que já planeavam cortar postos de trabalho.

Gigantes tecnológicos, incluindo a Amazon, a Meta Platforms META.O (empresa-mãe do Facebook) e a Microsoft MSFT.O, reforçaram fortemente as contratações durante o pico de procura da pandemia e têm vindo recentemente a reestruturar as suas equipas.

A Amazon iniciou os cortes na terça-feira ao anunciar que planeia encerrar todas as lojas físicas remanescentes da cadeia Fresh e os mercados Go, recuando ainda mais na sua estratégia de lojas físicas.

A empresa tem investido em robótica nos seus armazéns para acelerar a embalagem e as entregas do segmento de comércio eletrónico, reduzir a dependência de mão de obra humana e cortar custos.

As ações da Amazon, que deverá divulgar resultados trimestrais na próxima semana, subiam menos de 1% nas negociações antes da abertura do mercado.

Ouvir
  • Noticiário das 15h
  • 21 jul, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque